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Coluna do Raphael Reis #68: do Brasil aos Estados Unidos no TCR

Coluna do Raphael Reis #68: do Brasil aos Estados Unidos no TCR

Nesta segunda-feira publicamos o 67º texto do colunista do blog Voando Baixo: Raphael Reis, piloto da equipe W2 ProGP no TCR South America e no TCR Brasil. Para mandar perguntas é só usar a hashtag #ColunadoRapha e marcar o perfil @voandobaixo no Twitter. Ou ainda mandar pelo email: voandobaixoblog@gmail.com.
Por Raphael Reis
Olá amigos do Voando Baixo! Olá, amigos do Voando Baixo! Aqui é Raphael Reis, piloto #77 da W2 no TCR Brasil e TCR South America. Neste final de semana, estou correndo nos Estados Unidos o Michelin Pilot Challenge em Sebring, dentro do evento das 12 Horas do IMSA.
Raphael Reis acelera o CUPRA Leon VZ TCR #77 na etapa do Michelin Pilot Challenge em Sebring
Rafael Ferreira
Um dos maiores pontos positivos de estar correndo nas categorias TCR é o fato de que, independente de qual lugar do mundo em que esteja, o carro é sempre o mesmo. Esta é a beleza do conceito TCR: pacote técnico e desportivo padronizados ao redor do mundo todo. Com configurações sempre iguais e o comportamento do carro sempre bem parecido, além dos dados acumulados em todas as provas, favorecendo a melhor equalização entre as montadoras.
A única diferença entre correr aqui e na América do Sul fica pelos pneus, que mudam nos eventos que estou participando neste ano. Isso pode ser um desafio, mas é muito interessante compreender isso para avaliar o funcionamento de tudo e, aí sim, tirar o máximo de cada máquina. Nos EUA, corremos com os pneus Michelin, patrocinadora do evento. O pneu Michelin é mais linear, com o pico de aderência entre terceira e quarta volta. Estes compostos têm seu primeiro indício de degradação logo após o pico, mas com um grau de desgaste mais lento, apontando mudanças no índice de cinco em cinco voltas. Como isso acontece de maneira lenta e constante, deixa mais fácil de estabilizar o trabalho para os pilotos.
Raphael Reis acelera o CUPRA Leon VZ TCR #77 na etapa do TCR em Curvelo
Rafael Ferreira
Nas corridas do TCR South America, utilizamos os pneus Hankook, que é um pneu de boa performance mas com pico de aderência logo nas primeiras voltas. Ou seja, esses compostos têm níveis mais altos de degradação, o que deixa a pilotagem mais desafiadora e os tempos piorando com o passar da corrida.
Quando o pneu desgasta muito assim, existe o lado positivo de deixar as atividades mais interessantes. Os pilotos que sabem administrar melhor seus compostos conseguem tirar vantagem em relação aos outros. Quando o pneu tem desgaste menor, facilita mais para os pilotos pisarem fundo e levar o carro ao máximo pela corrida inteira.
Raphael Reis acelera o CUPRA Leon VZ TCR #77 na etapa do TCR em Curvelo
Rafael Ferreira
É legal ver como apenas essa diferença dos pneus pode mudar tanto a dinâmica, mesmo com os carros sendo iguais. Essa simples alteração é boa para trazer um desafio, uma nova experiência e ampliar minha versatilidade como piloto. Até a próxima! geRead More