Comentaristas apontam favoritos, mas fazem alerta na Superliga Feminina: “Chance de zebra”
Superliga Feminina: equipes se classificam aos playoffs
Os playoffs da Superliga Feminina começam nesta segunda-feira (30), e oito times ainda almejam o título da temporada 2025/2026: Sesc-Flamengo, Minas, Osasco, Praia Clube, Sesi-Bauru, Fluminense, Maringá e Mackenzie. Para projetar os confrontos das quartas de final, o ge conversou com Nalbert, Fabi Alvim e Marco Freitas. Os comentaristas até apontaram favoritismo de algumas equipes, mas ressaltaram que o equilíbrio da atual edição pode trazer resultados inesperados.
– A sensação é de que podemos ter surpresa nas quartas. O campeonato deixa no ar a chance de uma zebra ocorrer. Está mais imprevisível do que nunca. Os playoffs costumam fazer as equipes ficarem cuidadosas, mas vi uma quantidade maior de resultados surpreendentes na fase classificatória desta Superliga do que em outras edições. Todos os times oscilaram – apontou Marco Freitas.
O sportv2 transmitirá todos os jogos das quartas de final da Superliga Feminina. A ge tv e o ge.globo mostrarão os duelos entre Praia Clube e Sesi-Bauru (os dois primeiros ocorrerão na segunda e quinta-feira desta semana, às 18h30, horário de Brasília). O ge também acompanhará em tempo real os lances de Osasco x Fluminense.
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Superliga Feminina 2025/2026 chega à fase de mata-mata
Infoesporte
Assim como Marco, Fabi adota o discurso de valorizar o equilíbrio da competição e ressalta, sobretudo, o fato de a disputa pela liderança ter durado até a última rodada da primeira fase, com o Sesc-Flamengo levando a melhor sobre o Minas. Para a comentarista, as duas equipes chegam aos playoffs com favoritismo, mas não é possível tirar outros times do páreo.
– Minas e Sesc-Flamengo são os mais cotados para o título, pelo campeonato menos irregular que fizeram. Mas Osasco, mesmo com seis derrotas em 22 jogos, também pode incomodar. Foi bronze no Mundial de Clubes desta temporada, por exemplo. Não sei como o Praia Clube vai se comportar em um cenário de playoffs, porque tem time para apresentar mais do que fez até agora – disse a bicampeã olímpica.
Sesc-Flamengo terminou na liderança da fase classificatória da Superliga Feminina
Vitória Antunes/Sesc-Flamengo
Nalbert, por sua vez, concorda que os quatro times citados por Fabi têm chances de brigar pelo título. O comentarista, porém, adiciona mais uma equipe à briga: o Sesi-Bauru, vice-campeão da última edição e atual vencedor do Sul-Americano. No papo com o ge, o ex-ponteiro, ouro nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, ainda chama atenção para o Fluminense, adversário de Osasco nas quartas.
A equipe tricolor, sexta colocada na fase classificatória, venceu o rival paulista nos dois jogos entre os clubes na Superliga 2025/2026.
– Os cinco primeiros times (Sesc-Flamengo, Minas, Osasco, Praia e Sesi-Bauru) são muito tradicionais. Vai ser no detalhe, no momento. Acho que o título ficará entre esses cinco. O Fluminense pode surpreender nas quartas, por ter um elenco experiente e um técnico rodado também. O Marcão (Marcos Miranda) já desbancou favoritos na carreira. Osasco precisa ficar muito atento. Mackenzie e Maringá são azarões – avaliou Nalbert.
Osasco e Fluminense medirão forças nas quartas de final da Superliga Feminina
Carol Fotografia
Entre os classificados para os playoffs, o Praia Clube aparece como cotado ao título, mas desperta dúvidas nos comentaristas. A equipe de Uberlândia vive altos e baixos. O técnico português Rui Moreira lida com a pressão dos torcedores, que chegaram a fazer um abaixo-assinado pela mudança no comando do time. Em 2025/2026, o Praia perdeu todos os cinco jogos contra seu maior rival, o Minas.
– O Praia Clube ficou devendo. Sinceramente, enxergo um time desorganizado. Tudo pode mudar nos playoffs, mas vejo problemas. Não está uma equipe coesa da maneira que deve ser. Há uma dependência muito grande da (ponteira americana) Payton Caffrey. Se ela não for bem, o Praia corre o risco de ficar pelo caminho – analisou Nalbert.
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Carol Gattaz se despediu das quadras no último jogo do Praia Clube na fase classificatória da Superliga Feminina
Os destaques individuais
Durante as conversas com o ge, os comentaristas destacaram que as projeções para os playoffs da Superliga Feminina se baseiam no desempenho na fase classificatória e nos investimentos que os clubes fizeram para montagem dos elencos. Nesse cenário, as principais jogadoras de cada time ganham ainda mais importância, como mostrou Nalbert ao citar Caffrey, destaque do Praia Clube.
A ponteira Simone Lee, do Sesc-Flamengo, foi a maior pontuadora (424 pontos) e melhor sacadora (26 aces) da fase classificatória. A central Júlia Kudiess, do Minas, liderou o ranking de bloqueios, com 97, ao lado de uma companheira de posição, Luzia, do eliminado Paulistano Barueri.
Thaisa e Júlia Kudiess, destaques do Minas, se cumprimentam
Divulgação/Minas Tênis Clube
O Osasco teve a central Mayhara como dona do ataque mais eficiente (45,1% de aproveitamento) e a oposta argentina Bianca Cugno como segunda maior pontuadora da liga, derrubando 415 bolas. Praia Clube, Sesi-Bauru e Fluminense também apresentam destaques individuais expressivos, dando contornos ainda mais interessantes aos playoffs.
– Todos os times contam com jogadoras que se transformaram nas grandes forças do elenco. O Minas é o time que traz as melhores centrais (Júlia Kudiess e Thaisa), por exemplo. Quem tem mais equilíbrio é o Osasco, com duas jogadoras de definição (Cugno e a ponteira americana Caitie Baird). Mas o grande nome do campeonato até agora é a Simone Lee, que pode aparecer como fiel da balança em um momento decisivo. Se a Tainara também encaixar, tiver uma regularidade maior, vai ser difícil parar o Sesc-Flamengo – projetou Marco Freitas.
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Tainara pode ser um dos trunfos do Sesc-Flamengo nos playoffs da Superliga Feminina
Maringá e Mackenzie, sétimo e oitavo colocados da fase classificatória, respectivamente, foram beneficiados por um trabalho coletivo, mas também tiveram peças que se destacaram individualmente. A oposta Jaque, da equipe paranaense, é a quarta maior pontuadora da Superliga até agora. Já derrubou 353 bolas. Saraelen, do Mackenzie, aparece no top-10 de bloqueios, com 59.
A partir desta segunda-feira, cada time colocará à prova seus pontos fortes e fracos. Só uma equipe sobreviverá aos playoffs e poderá levantar a taça em 3 de maio, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
Veja o calendário das quartas de final da Superliga Feminina:
Sesc-Flamengo (1º da fase classificatória) x Mackenzie (8º)
1º jogo: terça-feira, 31 de março, às 18h30 – Mackenzie (MG) – sportv2
2º jogo: sexta-feira, 3 de abril, às 18h30 – Maracanãzinho (RJ) – sportv2
3º jogo (se necessário): quarta-feira, 8 de abril, às 18h30 – Maracanãzinho (RJ) – sportv2
Minas (2º) x Maringá (7º)
1º jogo: terça-feira, 31 de março, às 21h – Arena UniBH (MG) – sportv2
2º jogo: sexta-feira, 3 de abril, às 21h – Chico Neto (PR) – sportv2
3º jogo (se necessário): quarta-feira, 8 de abril, às 21h – Arena UniBH (MG) – sportv2
Osasco (3º) x Fluminense (6º)
1º jogo: segunda-feira, 30 de março, às 21h – José Liberatti (SP) – sportv2 e tempo real do ge.globo
2º jogo: quinta-feira, 2 de abril, às 21h – Hebraica (RJ) – sportv2
3º jogo (se necessário): terça-feira, 7 de abril, às 21h – José Liberatti (SP) – sportv2
Praia Clube (4º) x Sesi-Bauru (5º)
1º jogo: segunda-feira, 30 de março, às 18h30 – Ginásio do UTC (MG) – sportv2, ge tv e ge.globo
2º jogo: quinta-feira, 2 de março, às 18h30 – Paulo Skaf (SP) – sportv2, ge tv e ge.globo
3º jogo (se necessário): terça-feira, 7 de março, às 18h30 – Ginásio do UTC (MG) – sportv2, ge tv e ge.globo
*Todos os horários estão no fuso de Brasília. geRead More


