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Como é o E-3 Sentry, avião espião de US$ 270 milhões dos EUA destruído por drones do Irã

Como é o E-3 Sentry, avião espião de US$ 270 milhões dos EUA destruído por drones do Irã

 Modelo E-3 Sentry, aeronave atingida pelo Irã.
Força Aérea dos Estados Unidos
Um avião E-3 Sentry, de vigilância aérea dos Estados Unidos, foi destruído após um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, no domingo (29). O modelo é usado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares.
O ataque foi realizado com mísseis e drones, segundo relatos de veículos como “The New York Times” e “The Wall Street Journal”. Pelo menos 12 militares americanos ficaram feridos, sendo dois em estado grave.
O que é um E-3 Sentry?
O E-3 Sentry é uma das principais aeronaves de vigilância e comando dos Estados Unidos. Conhecido pela sigla AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado), o modelo funciona como os “olhos e ouvidos” das forças aéreas em operações de guerra.
Baseado no avião comercial Boeing 707, o E-3 foi adaptado para missões militares e entrou em operação em 1977. Seu principal destaque é o grande radar rotativo instalado no topo da fuselagem, capaz de monitorar alvos aéreos e marítimos a centenas de quilômetros de distância.
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O radar tem alcance superior a 375 km e permite acompanhar, em tempo real, movimentações de aviões, drones e mísseis. Com isso, a aeronave fornece consciência situacional do campo de batalha e coordena ações de ataque e defesa.
O E-3 também opera em qualquer altitude e condição climática. Ele pode permanecer no ar por cerca de oito horas sem reabastecimento, com possibilidade de ampliar esse tempo ao ser abastecido em voo.
A aeronave mede cerca de 44 metros de comprimento e tem envergadura de 44,4 metros. Equipada com quatro motores turbofan, um tipo de motor a jato (turbina a gás) de alta eficiência, amplamente utilizado em aviação comercial e militar, que pode atingir velocidade de até 855 km/h.
Aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos EUA aparece danificada na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, após ataque com mísseis e drones atribuído ao Irã
AFP
A tripulação inclui quatro pilotos — dois na cabine de comando e dois reservas para missões prolongadas — e até 19 operadores de sistemas, responsáveis por analisar dados e coordenar missões. Cada unidade custa cerca de US$ 270 milhões (aproximadamente R$ 1,4 bilhão na cotação de março de 2026).
Atualmente, a Força Aérea dos Estados Unidos mantém uma frota de 16 aviões desse tipo. Parte deles foi deslocada para bases na Europa e no Oriente Médio durante o conflito com o Irã.
O impacto na aeronave causou danos graves na parte traseira da fuselagem e no radomo, a estrutura em forma de disco que abriga o radar rotativo — o componente mais crítico da aeronave.
Vista geral mostra avião militar americano destruído na pista da base saudita após ofensiva iraniana; ataque deixou militares feridos e atingiu outras aeronaves
AFP
Analistas de defesa avaliam que a perda de um E-3 pode abrir lacunas temporárias na capacidade de monitoramento dos EUA, reduzindo a eficiência no controle do espaço aéreo. Sem esse tipo de aeronave, forças militares passam a depender mais de radares terrestres, que têm alcance e flexibilidade menores.
O que aconteceu
Um modelo de avião de vigilância E-3 Sentry foi alvo de um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.
De acordo com o Wall Street Journal, o E-3 Sentry estava entre as aeronaves danificadas na base, que também teve aviões de reabastecimento atingidos.
A base aérea, localizada na Arábia Saudita, é utilizada pelas forças americanas e foi alvo de ofensivas iranianas nos últimos dias, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Destroços do avião de vigilância E-3 Sentry, usado para monitoramento aéreo e controle de operações, após ser atingido em ataque na Arábia Saudita
AFP
Segundo a Al Jazeera, o modelo tem custo unitário de US$ 270 milhões.
O episódio ocorre em meio a uma sequência de ataques iranianos contra estruturas militares dos EUA no Golfo, que, nas últimas semanas, atingiram sistemas de radar, baterias de defesa antimísseis, drones e aeronaves em bases na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait, segundo relatos da imprensa internacional.
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