Confiança repudia arbitragem por lance polêmico nos minutos finais da decisão: “Indefensável e inadmissível”
Final com maior clássico do futebol sergipano, Arena Batistão lotada, jogo pegado, vitória por 1 a 0 e título da equipe colorada diante do maior rival. Esse foi o roteiro resumido da final do último sábado. Porém, não poderia também faltar o molho, o tempero, que no caso é a polêmica de arbitragem, e nem mesmo o VAR consegue dar conta.
Cabine do VAR no Campeonato Sergipano 2026
Osmar Rios
Já no último minuto de partida, quando o Confiança tentava a derradeira cartada pelo empate e para manter vivo o sonho do tricampeonato, Wendel tentou ajeitar para Sassá e a bola bateu no braço de Victor Massaia. Após revisão do assistente de vídeo, a arbitragem não marcou pênalti e o Sergipe confirmou a taça.
A publicação do áudio do VAR, caso aconteça, será mais didática ao explicar a decisão da arbitragem. O toque no braço do jogador do Sergipe é incontestável. A discussão é se antes a bola bateu no peito de Massaia, e neste caso, a regra abre margem para outras possibilidades de interpretação.
Geralmente, se a bola bate primeiro no peito (ou outra parte do corpo) e depois no braço, não é pênalti, desde que o toque seja considerado acidental e o braço não esteja em posição antinatural ampliando o volume do corpo. A regra considera que a bola ricocheteia, tornando o toque inesperado.
Após a partida, a diretoria do Confiança divulgou uma nota repudiando a decisão da arbitragem e afirmou que um pênalti escandaloso deixou de ser marcado. Ainda cobrou o VAR por não ter ajudado a apontar a penalidade, já que os assistentes de vídeo têm recursos suficientes para corrigir supostos erros cometidos em campo.
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Nota do Confiança
Se queremos o nosso futebol sergipano mais forte e com a torcida presente aos estádios acreditando que o resultado depende apenas da capacidade dos times, é imperativo trabalhar pela sua evolução em todos os aspectos — e isso inclui, de forma inadiável, a arbitragem e o VAR.
O pênalti escandaloso não marcado no último lance da final do Campeonato Sergipano é um exemplo claríssimo dessa necessidade.
Que o árbitro em campo não tenha enxergado a jogada, ainda se poderia compreender. Poderia ser um erro humano.
O que não tem explicação é a operação do VAR — contratada exclusivamente para eliminar esse tipo de falha, com câmeras, replay e tempo de análise — deixar passar um pênalti tão evidente, sem nem mesmo convocar o árbitro ao vídeo.
Isso é indefensável e inadmissível. geRead More


