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Departamento de Justiça dos EUA diz que denúncias de agressão sexual contra Trump ficaram de fora dos arquivos de Epstein por engano, afirma jornal

Departamento de Justiça dos EUA diz que denúncias de agressão sexual contra Trump ficaram de fora dos arquivos de Epstein por engano, afirma jornal

 Caso Epstein: governo é criticado por divulgar provas que expõem vítimas
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que divulgou novos documentos ligados ao caso de Jeffrey Epstein que haviam sido retidos por engano, informou o “Wall Street Journal”. Entre eles estão arquivos do FBI com denúncias de abuso sexual envolvendo o presidente Donald Trump.
Segundo o departamento, uma revisão interna identificou que alguns documentos que mencionavam Trump foram classificados de forma incorreta como duplicados, uma das categorias que permitem a retenção ou edição de arquivos.
“Depois que isso foi trazido à nossa atenção, revisamos todo o lote com a mesma classificação e descobrimos que 15 documentos foram codificados incorretamente como duplicados”, afirmou o departamento em uma publicação nas redes sociais.
Uma análise do jornal americano “The New York Times” aponta que a maior parte dos registros de uma denúncia de agressão sexual contra o presidente dos EUA, Donald Trump, não consta nos arquivos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
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Em 2019, após o caso de abuso sexual de Jeffrey Epstein ganhar destaque na mídia, uma mulher denunciou tanto o financista quanto Trump por agressão sexual. Os episódios teriam ocorrido nos anos 1980, quando ela era menor de idade.
A denúncia, como outras feitas contra Trump e ligadas ao caso Epstein, não avançou juridicamente, e o presidente não chegou a ser formalmente acusado.
“A existência dos memorandos [da denúncia] foi revelada em um índice que listava os materiais de investigação relacionados ao seu relato, os quais foram divulgados publicamente. De acordo com esse índice, o FBI realizou quatro entrevistas em conexão com suas alegações e redigiu resumos sobre cada uma delas”, diz o “NYT”, em reportagem publicada nesta quarta-feira (25).
Mensagens revelam detalhes da relação entre Trump e Jeffrey Epstein, acusado de exploração sexual
Reprodução/TV Globo
“No entanto, apenas um dos resumos das quatro entrevistas, que descreve suas acusações contra o Epstein, foi divulgado pelo Departamento de Justiça. Os outros três não constam nos arquivos.”
Os arquivos divulgados pelo governo Trump também excluem as anotações originais das entrevistas com a denunciante — que, segundo o índice divulgado entre os papéis, faz parte do arquivo. Segundo o jornal, o Departamento de Justiça divulgou outros materiais semelhantes com outras potenciais testemunhas e vítimas, mas este não foi publicado.
A razão da ausência desse material não está clara, segundo o “NYT”.
Questionado pelo jornal, o Departamento de Justiça disse que “os únicos materiais que foram retidos eram confidenciais ou duplicados”. Em um outro questionamento, a pasta afirmou que os documentos podem ter sido retidos devido a “uma investigação federal em curso”, sem mencionar o caso específico desta denúncia.g1 > Mundo Read More