Em alta no Bahia, Erick revê o Athletico, clube em que fez história e disputou quase 300 jogos
Erick celebra gol marcado e atuação do Bahia: “Muito feliz pelo desempenho”
Vice-artilheiro do Bahia em 2026, o meio-campista Erick chega em alta para o primeiro reencontro com o clube que mais atuou na carreira. Em seis anos com a camisa do Athletico, o jogador conquistou títulos nacionais e internacionais e disputou quase 300 jogos.
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Entre 2019 e 2024 no Athetico, Erick disputou 282 jogos, teve participação direta em 35 gols, levantou seis taças e explorou a versatilidade que o faz brilhar também em Salvador. Além de sua posição mais frequente, como segundo volante, ele também atuou como lateral-direito, primeiro homem de meio de campo e meia aberto pelos lados.
Com presença constante nos jogos pelo Atheitco, Erick se tornou o sexto jogador com mais partidas pelo time no século XXI e o quarto volante com mais gols em toda a história do clube.
Erick comemora gol pelo Athletico
Twitter/SudamericanaBR
Jogadores com mais partidas pelo Athletico no século:
Thiago Heleno – 376;
Nikão – 336;
Pablo – 320;
Weverton – 303;
Santos – 293;
Erick – 282.
Com os jogos, vieram os títulos. Erick fez parte de elencos que venceram quatro edições do Campeonato Paranaense (2019, 2020, 2023 e 2024), uma de Copa do Brasil (2019) e uma de Sul-Americana (2021).
Volantes com mais gols na história do Athletico:
Alan Bahia – 43;
Fernandinho – 29;
Christian – 27;
Erick – 23.
E a contagem de jogos foi potencializada porque o volante manteve curva crescente em número de partidas durante as seis temporadas em Curitiba. Uma das evidências disso é que, em sua última temporada, ele disputou mais que o dobro de partidas da primeira (Veja gráficos de jogos e minutos por temporada abaixo).
O começo
Erick chegou o Athletico depois de se destacar nas Séries D e C
Albari Rosa/Gazeta do Povo
Mineiro da cidade de Nova Lima, Erick se destacou como volante de presença ofensiva na campanha de acesso no Operário, na Série C de 2018, quando fez nove gols em 29 jogos. O salto do jogador à elite, em 2019, ao ser contratado pelo Athetico, foi de adaptação e presença ainda tímida no time titular.
Na primeira temporada em Curitiba, foram 29 jogos, 18 como titular e três gols marcados por Erick. Aos 22 anos, ele entrou em campo 14 vezes na Série A, estreou na Libertadores em plena Bombonera e foi titular em duelo das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Fortaleza. Além disso, o jogador passou a quebrar galhos na lateral direita, posição dos tempos de base.
E o ano que começou com o título estadual terminou ainda melhor, com a conquista da taça da Copa do Brasil. Erick foi reserva do time comandado por Bruno Guimarães, Léo Pereira, Rony e o treinador Tiago Nunes.
A temporada seguinte foi de avanço, mas ainda sem o relevância que alcançou no fim da passagem. Em ano de mais um título estadual, Erick fez 36 jogos e foi titular em 17 partidas da Série A. Além disso, atuou em todos os oito jogos na Libertadores, em que o Furacão foi eliminado para o River Plate nas oitavas de final.
A grande conquista e a consolidação
Erick se tornou titular absoluto em seus últimos anos de Athletico
Robson Mafra/AGIF
Dois anos depois do título da Copa do Brasil, Erick conquistou mais uma grande taça, mas, desta vez, como personagem importante. O volante fez dez dos 13 jogos da campanha do título da Sul-Americana, taça mais importante de sua carreira até aqui.
Nas temporadas a partir do título, Erick deu salto de importância na equipe: se, em 2021, o volante foi o 13º com mais minutos do elenco (2.631), em 2022, ele foi o sétimo (2.929). O problema é que esta foi a única temporada em que Erick passou em branco em títulos durante os seis anos de Furacão.
Em 2023, veio o grande salto em termos de performance individual. Foram praticamente 1.500 minutos em campo a mais e quase o triplo em participações em gols (de cinco em 2022 para 14 assistências em 2023). Com 4.423 minutos em campo, ele foi o terceiro jogador do elenco com mais tempo de jogo.
No último ano em Curitiba, em 2024, Erick atingiu o auge em minutos e jogos. Foram 64 partidas e 4.919 minutos em campo (segundo maior número do elenco) em uma temporada que, no entanto, teve fim trágico. Depois de participar de conquistas importantes e elevar o patamar individual, Erick sofreu com o rebaixamento do clube para a Série B no ano do centenário.
Do Sul ao Nordeste
Erick tem 54 jogos e 12 gols pelo Bahia
Jhony Pinho/AGIF
Diante dos bons números de Erick no Athetico, o Bahia investiu 4,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 28,7 na época) na compra do jogador, que assinou contrato válido por cinco temporadas.
Erick teve impacto imeditato em Salvador, e o poder de fogo foi o que ficou mais evidente. Ele chegou a ser artilheiro do Bahia durante período da temporada 2025, mas sofreu baque com o primeiro grande problema físico de sua carreira.
Com grave lesão na coxa, Erick ficou afastado dos gramados por cinco meses. Ele fechou o ano com as conquistas do Campeonato Baiano e da Copa do Nordeste, além de sete gols e uma assistência ao longo da caminhada.
Erick comemora gol em Bahia x Bragantino
Letícia Martins / EC Bahia
O início de 2026 é mais animador para o volante, que consegue ter regularidade no time sem sofrer com problemas físicos. Em 17 jogos, são cinco gols e duas assistências, a uma participação direta de igualar os números da última temporada.
Com a lesão de Everton Ribeiro neste mês de março, Erick ganhou sequência no time titular. Ele esteve entre os 11 iniciais nos últimos quatro jogos, todos pela Série A, e não foi substituído nos três mais recentes.
Em alta no Tricolor e com boas memórias dos tempos de Furacão, Erick vive expectativa de voltar a ser titular no reencontro contra o Athletico, marcado para as 20h (de Brasília) desta quarta-feira. A partida vai ser disputada na Casa de Apostas Arena Fonte Nova e vale pela nona rodada do Campeonato Brasileiro.
*Sob supervisão de Ruan Melo geRead More


