Empresa retira ação milionária contra o São Paulo após rescisão de contrato no Morumbis
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A empresa FGoal retirou a ação judicial que havia protocolado contra o São Paulo, na qual cobrava R$ 5,19 milhões por uma suposta rescisão unilateral do contrato de fornecimento de alimentos e bebidas em eventos no Morumbis.
O valor seria uma indenização pelos prejuízos decorrentes da rescisão do contrato. Segundo a companhia, o montante estaria relacionado a investimentos realizados na estrutura para a operação de alimentos e bebidas no estádio, além de perdas financeiras com o encerramento antecipado da parceria. Na ação, a FGoal também alegava que a decisão do São Paulo teria sido motivada por razões políticas.
No último mês, o clube alegou que a empresa realizou saques indevidos no sistema que registra pagamentos feitos nas máquinas utilizadas no clube social. Diante disso, notificou a FGoal e determinou a interrupção dos serviços no dia 6 de março. O contrato era válido até 2029.
Na ação, a empresa entrou com um pedido de tutela de urgência, uma liminar para voltar a trabalhar em dias de evento enquanto o caso não era concluído, mas o pedido foi negado pela Justiça. Poucos dias depois, a companhia decidiu desistir da causa.
A empresa também solicitou que o pagamento das custas processuais fosse feito apenas ao final do processo. O juiz, no entanto, pediu a comprovação de incapacidade financeira para conceder o benefício, com apresentação de documentos como extratos bancários, pedidos de empréstimo ou eventual inscrição em órgãos de proteção ao crédito. Esses documentos não foram apresentados.
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Relembre o caso
Na ação, a FGoal sustentou que tinha autorização para atuar também no clube social. Segundo a empresa, a permissão teria sido concedida expressamente pelo então diretor social, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, que solicitou a implementação de um sistema de meios de pagamento utilizado na relação operacional com os cessionários, com retenção de uma taxa inicialmente fixada em 10%, com o objetivo de reduzir a inadimplência.
Para sustentar a alegação de motivação política no encerramento do contrato, a empresa anexou ao processo a transcrição de uma ligação telefônica atribuída à diretora jurídica do clube, Érica Duarte, citada na petição inicial como um dos elementos que, segundo a companhia, indicariam interferência na decisão.
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Dedé também é mencionado no processo. De acordo com a empresa, ele teria participado das tratativas relacionadas à operação no clube social durante a gestão de Julio Casares.
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Segundo apuração do ge, o São Paulo sustenta que o serviço não estava previsto no contrato firmado com a empresa e que teria sido permitido verbalmente por dirigentes da gestão anterior. O total dos valores sacados ainda está sendo analisado.
O clube paga regularmente uma taxa de administração de 3,5% sobre as transações realizadas nas maquininhas à Zig, empresa responsável pela solução de pagamento. Segundo o São Paulo, relatórios da própria companhia alertaram o departamento jurídico para movimentações consideradas suspeitas.
A FGoal foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. Assim que houver resposta, o conteúdo será atualizado.
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