Enderson sai na bronca com árbitro, mas vê Novorizontino capaz de reverter cenário da final
Palmeiras 1 x 0 Novorizontino | Melhores momentos | Ida da final | Campeonato Paulista
O técnico do Novorizontino, Enderson Moreira, ficou na bronca com a arbitragem de Matheus Delgado Candançan na derrota para o Palmeiras por 1 a 0 no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista.
Durante a coletiva pós-jogo, o treinador reclamou da forma como teria sido tratado pelo árbitro ao reclamar de um lance após o apito final. O comandante aurinegro acabou levando o cartão amarelo.
– Teve uma falta claríssima em cima do (Matheus) Bianchi, no momento em que ele dá um tapa na bola e o Gómez vai somente no jogador, sem olhar para a bola, usando o braço para impedir a passagem. Fui cobrar o árbitro depois do jogo e ele respondeu algo muito chato, questionando como eu poderia reclamar, já que ele tinha dado um pênalti para nós.
– Ele não deu nada para nós, ele apenas fez o trabalho dele, porque foi pênalti claro. Ele não fez favor nenhum. Espero sinceramente que na partida de volta a arbitragem seja conduzida da forma que precisa ser feita – declarou.
Enderson Moreira, técnico do Novorizontino
Ettore Chiereguini/Agif
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Apesar da derrota, Enderson reforçou a ideia de uma partida equilibrada. O treinador esperava um Palmeiras dominante, mas avaliou que sua equipe conseguiu competir e manter a decisão em aberto para o segundo jogo.
– A gente esperava um jogo com domínio do Palmeiras, porque eles estão muito habituados a jogar nesse tipo de piso e a velocidade da bola é totalmente diferente. Mas mesmo assim, a equipe conseguiu controlar parte dessa pressão e ainda criar situações para buscar o empate. Além do pênalti, tivemos uma bola no primeiro tempo que passou pela área e o Bianchi não conseguiu tocar, então foram oportunidades importantes dentro de um jogo que sabíamos que seria difícil.
– Tentamos controlar o jogo, não ficamos só atrás marcando, adiantamos as linhas, pressionamos e tentamos forçar o erro do Palmeiras. O mais importante é que estamos vivos para o jogo de volta, no nosso estádio e com o nosso torcedor, onde sabemos da nossa força e da nossa qualidade para tentar reverter essa situação.
Jogadores do Novorizontino reclamam com Matheus Candançan
Marcello Zambrana/AGIF
Sobre a estratégia utilizada na partida, o treinador entende que o Tigre conseguiu neutralizar pontos fortes do Palmeiras e acredita que um empate também poderia ter sido um resultado justo.
– Conseguimos neutralizar muitas das capacidades do Palmeiras e no segundo tempo tivemos mais volume de jogo, controlamos mais a bola e conseguimos chegar com mais lucidez no último terço. Não acho que o placar foi injusto, porque o Palmeiras teve volume e chances, mas também criamos oportunidades e um empate também não seria injusto. Foi um jogo em que talvez pudesse terminar 2 a 2 ou até 3 a 2 para eles, dentro da dinâmica da partida.
O Novorizontino teve a chance do empate ainda na primeira etapa, mas viu o artilheiro Robson parar em Carlos Miguel em cobrança de pênalti que poderia ter mudado o contexto do jogo.
Apesar disso, o técnico entende que o erro faz parte do futebol e demonstrou confiança no atacante.
– Se a gente tivesse feito o gol de pênalti, talvez a situação da partida fosse completamente diferente, porque era praticamente o último lance do primeiro tempo. O Palmeiras teria que correr mais atrás do resultado e talvez se expor mais emocionalmente dentro do jogo.
– Faz parte do futebol, o jogador está ali para acertar ou errar, e ele é o artilheiro do campeonato, um jogador muito capacitado que nos ajudou muito a chegar até essa final. Tenho certeza de que ele vai continuar preparado para, se tiver outra oportunidade, concluir em gol.
Enderson Moreira, técnico do Novorizontino pós-jogo
Reprodução/ Youtube
O Tigre volta agora a campo no domingo, às 20h30, para a segunda partida da final do Paulistão e terá a chance de reverter a derrota no primeiro jogo dentro de seu estádio, o Jorjão, local onde só venceu em 2026. Por isso, Enderson confia na força da equipe em casa.
– Agora vamos levar a decisão para o nosso estádio, onde estamos acostumados a jogar e temos muita confiança no que fazemos. Nosso gramado é muito bom, de grama natural e excelente, então isso não é uma vantagem determinante para nós, porque jogadores de qualidade gostam de jogar em gramado bom.
– O que muda é o ambiente, com nosso torcedor presente e a confiança que temos jogando ali. Precisamos fazer alguns ajustes, aproveitar melhor as oportunidades e buscar a vitória para reverter a situação.
O técnico falou ainda da possibilidade de contar com seu camisa 10, o meia Rômulo, que não atuou na primeira partida por ser jogador do Palmeiras, mas entende que a situação segue indefinida.
– Sobre o Rômulo, ainda não existe nenhuma definição e o clube vai conversar nos próximos dias para decidir sobre a situação dele para o jogo da volta – resumiu Enderson. geRead More


