Favoritismos #5: dicas, palpites e chances no Brasileirão
Bahia vence o Vitória de virada e fatura o 52º título estadual
O Bahia acaba de conquistar o título de campeão do Campeonato Baiano em um confronto direto com o arquirrival Vitória, e as equipes voltam a se encontrar apenas quatro dias depois. Além de lidar com a decepção da perda do título, o Vitória tem outro desafio nesta quarta-feira: ainda não conseguiu derrotar como visitante o Bahia nos pontos corridos com 20 equipes, desde 2006, e desde a conquista do título do Baiano de 2024, o Vitória só venceu um dos últimos dez clássicos.
Há uma escrita a ser derrubada e ela não é a única: o Corinthians ainda não perdeu em casa para o Coritiba desde 2006 e seu domínio é tão grande nesse confronto que considerando também os jogos fora, só perde um de 22 jogos, com 14 vitórias e sete empates.
No confronto direto de campeões estaduais, o Flamengo também carrega na história um amplo domínio caseiro sobre o Cruzeiro, que só venceu três vezes contra dez vitórias rubro-negro em 17 jogos com mando carioca.
O Palmeiras viaja para enfrentar o Vasco com outra escrita em vigor: o campeão paulista não perde fora de casa para o Vasco desde 2012, com seis vitórias em oito jogos como visitante desde então.
Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, Favoritismos traz análises sobre cada uma das dez partidas da rodada da Série A. Para ver o contexto em que cada jogo será disputado, clique no nome de cada confronto, abaixo.
Terça-feira
21h30
Mirassol x Santos
Quarta-feira
19h
Atlético-MG x Internacional
20h
Bahia x Vitória
21h30
Flamengo x Cruzeiro
Corinthians x Coritiba
Quinta-feira
19h
Remo x Fluminense
19h30
Vasco x Palmeiras
20h
São Paulo x Chapecoense
21h30
Grêmio x Bragantino
Adiado
(29/03, domingo, 19h30)
Athletico-PR x Botafogo
Metodologia
Favoritismos apresenta o potencial que cada time carrega no Brasileirão 2025 comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e nos últimos seis jogos, independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Os cálculos referentes à influência de bolas altas e de troca de passes rasteiros entre gols marcados e sofridos só consideram as características dos gols marcados em jogadas. Gols olímpicos, cobranças de pênaltis e de faltas diretas não contam para determinar a influência aérea ou rasteira por serem cobranças feitas diretamente para o gol.
Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de “Gols Esperados” ou “Expectativa de Gols” (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência 123.076 finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 4.976 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013. Consideramos a distância e o ângulo da finalização, se foi feita em casa ou como visitante, além de características relacionadas à origem da jogada (por exemplo, se veio de um cruzamento, falta direta ou de uma roubada de bola), a parte do corpo utilizada, se a conclusão foi feita de primeira, a diferença de valor mercado das equipes em cada temporada, o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização.
O desempenho de um jogador é comparado com a média para a posição dele, seja atacante, meia, volante, lateral ou zagueiro, e consideramos o que se esperava da finalização se feita com o “pé bom” (o direito para os destros, o esquerdo para os canhotos) e para o “pé ruim” (o oposto). Foram identificados os ambidestros, que chutam aproximadamente o mesmo número de vezes com cada pé.
De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo.
Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Agnes Rigas, Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


