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Governador do DF, Ibaneis pede empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC para capitalizar o BRB

Governador do DF, Ibaneis pede empréstimo de R$ 4 bilhões ao FGC para capitalizar o BRB

 Ibaneis Rocha
TV Globo
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou uma carta ao presidente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para iniciar as tratativas para um empréstimo de R$ 4 bilhões.
De acordo com o documento, o objetivo é “assegurar a continuidade de serviços financeiros essenciais, o apoio a políticas públicas e a preservação de condições adequadas de liquidez e capital do BRB”.
A proposta prevê uma carência de 1 ano e 6 meses para o início do pagamento, seguido de parcelas semestrais – o documento não diz a duração e o valor desse parcelamento.
Como garantia, o GDF oferece os nove imóveis públicos que constam na lei de reforço ao Banco de Brasília (BRB), além de participações acionárias de empresas públicas da capital — Caesb, BRB e CEB.
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Justiça autoriza repasse de imóveis públicos ao BRB
Os detalhes da proposta
Na carta ao FGC, o governador Ibaneis Rocha incluiu um conjunto de “parâmetros preliminares a serem refinados em conjunto”.
Veja o que inclui a proposta:
Modalidade: operação de suporte financeiro de natureza estrutural (ex.: instrumento elegível a reforço de capital, conforme enquadramento regulatório aplicável) e/ou linha de liquidez associada;
Valor: R$ 4 bilhões;
Carência: 1 ano e 6 meses e pagamentos semestrais;
Remuneração/encargos: CDI + spread, observadas as condições definidas pelo FGC;
Garantias: participações acionárias das empresas públicas do Distrito Federal (Caesb, BRB, CEB) e imóveis, conforme Projeto de Lei nº 2165/2026.
A função do empréstimo
O documento diz que o aporte de R$ 4 bilhões no Banco de Brasília teria um “caráter estruturante”.
O governo tenta aportar recursos no BRB para restaurar os limites mínimos definidos pela legislação brasileira para a segurança de todos os bancos em operação.
Entre os objetivos do empréstimo, o governo cita no documento:
reforço do Índice de Basileia e da capacidade de expansão da carteira de crédito;
ampliação do financiamento à infraestrutura, à habitação e às micro e pequenas empresas;
estímulo à atividade econômica local, com reflexos positivos sobre a arrecadação tributária;
potencial geração de dividendos futuros ao acionista controlador, o Governo do Distrito Federal.
➡️ O Índice de Basileia mede a segurança financeira de cada banco, comparando o capital da instituição e o risco de suas operações. O Banco Central é quem fiscaliza o atingimento do índice.
“Trata-se, portanto, de investimento com potencial de retorno fiscal indireto e recorrente”, defende o governo.
Governo promete novos documentos
Na carta, o governo do DF reconhece que o Fundo Garantidor de Créditos tem regras próprias para conceder esse tipo de crédito. E se diz disposto a “cooperar com as tratativas e fornecer informações e documentos necessários para avaliação de viabilidade, risco, estrutura e salvaguardas”.
O Palácio do Buriti diz que está preparando, já de imediato para enviar ao fundo:
Plano de Negócios;
Plano de Capital;
Diagnóstico de necessidades (drivers) e medidas internas em curso (capital, funding, liquidez, redução de risco);
Proposta de garantias e mapa de elegibilidade/ônus de ativos;
Minuta de cronograma de implementação e governança de monitoramento.
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