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Governo Trump considera tomar ilha de Kharg para forçar Irã a reabrir Estreito de Ormuz, diz jornal

Governo Trump considera tomar ilha de Kharg para forçar Irã a reabrir Estreito de Ormuz, diz jornal

 Imagem de satélite mostra um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, na costa sudoeste do Irã, em 25 de fevereiro de 2026.
Planet Labs PBC/Handout via REUTERS
O governo Trump está considerando tomar ilha de Kharg, responsável por 90% da exportação de petróleo do Irã, para forçar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o jornal norte-americano “Axios”.
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De acordo com fontes do “Axios” com conhecimento no assunto, a Casa Branca considera “seriamente” ocupar com tropas ou impor um bloqueio naval à ilha de Kharg em meio à guerra contra o Irã.
“Ele [Trump] quer o Estreito de Ormuz aberto. Se tiver que tomar a Ilha de Kharg para que isso aconteça, isso vai acontecer. Se decidir por uma invasão costeira, isso vai acontecer. Mas essa decisão ainda não foi tomada”, disse uma autoridade de alto escalão do governo dos EUA ao “Axios”.
A operação, no entanto, só poderia ser realizada após os EUA conseguirem destruir uma parcela ainda maior da Marinha iraniana no Golfo Pérsico, o que ainda poderia levar um mês para ser concluída, segundo fontes do jornal.
EUA divulgam vídeo do ataque à ilha de Kharg, no Irã
A ilha de Kharg é fundamental para o Irã e estratégica em meio à guerra que os EUA e Israel travam com o regime iraniano. A tomada ou inativação da ilha pode representar o colapso da economia iraniana por décadas e teria impacto significativo para o mercado global de petróleo.
A ilha foi bombardeada pelos EUA há exatamente uma semana (veja no vídeo acima). O ataque atingiu apenas alvos militares e poupou a infraestrutura petrolífera. Essa parte da ilha, no entanto, poderia ser alvejada em novos ataques caso o Irã continuasse o bloqueio ao Estreito de Ormuz, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo o “Axios”, o bombardeio norte-americano à ilha foi um “aviso” para convencer Teerã a reabrir o estreito, mas também serviu como etapa preparatória para reduzir a capacidade militar iraniana no local e abrir caminho para uma eventual operação terrestre.
“Podemos eliminar a ilha quando quisermos. Eu a chamo de aquela pequena ilha que está ali, totalmente desprotegida. Eliminamos tudo, exceto os oleodutos. Deixamos os oleodutos porque reconstruí-los levaria anos”, disse Trump na quinta-feira.
Ainda de acordo com o “Axios”, três unidades de fuzileiros navais estão a caminho do Oriente Médio e o Pentágono considera enviar mais tropas em breve. Uma operação terrestre no Irã, no entanto, representará um risco ainda maior para tropas norte-americanas na guerra.
Oficialmente, no entanto, Trump afirmou nesta semana que não enviará mais tropas ao Oriente Médio.
A agência de notícias Reuters também noticiou nesta semana que os EUA consideram enviar tropas para uma ofensiva terrestre no Irã.
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