Guerra naval: veja mudança drástica de movimento no Estreito de Ormuz após conflito no Oriente Médio
Veja mudança drástica de movimento no Estreito de Ormuz após conflito no Oriente Médio
O Estreito de Ormuz, considerada uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo, tem sido alvo do conflito no Oriente Médio.
Antes da escalada do conflito, a movimentação no Estreito era intensa. Agora, com o risco de minas navais e ataques, o cenário mudou completamente, com uma redução brusca no tráfego de navios na região, conforme mostrou uma ilustração exibida pelo Fantástico (veja na imagem abaixo).
Veja mudança de movimento no Estreito de Ormuz após conflito no Oriente Médio
Reprodução/TV Globo
Importância do Estreito de Ormuz e controle do Irã
O Estreito de Ormuz é um ponto estratégico para o comércio global de energia. Por essa rota, passam 20% de todo o petróleo produzido no planeta e até 25% do gás natural — a maior parte destinada a China, Índia, Coreia do Sul e Japão.
Em condições normais, entre US$ 300 milhões e US$ 360 milhões em petróleo cruzam diariamente a passagem estreita de apenas 33 km de largura.
Hoje, o controle do Estreito de Ormuz está nas mãos e nas minas e drones da guarda revolucionária do Irã. Na semana passada, o governo iraniano confirmou o fechamento do estreito e ameaçou incendiar o navio que tentasse atravessá-lo.
“O fechamento do Estreito de Ormuz é uma opção estratégica do Irã, no sentido de tentar conter a guerra e acabar, portanto, com a pressão contra o seu próprio território”, pontua Ronaldo Carmona, professor de Geopolítica/Escola Superior de Guerra.
Navegar ali exige precisão
Em simuladores de navegação usados para treinar comandantes e práticos, especialistas explicam que o estreito já exige cuidado mesmo em tempos de paz.
Os navios seguem por faixas bem definidas de circulação: uma para entrada e outra para saída, separadas por uma área de segurança. Isso ocorre porque os petroleiros são extremamente grandes e pesados, muitas vezes transportando centenas de milhares de toneladas de carga.
Além da largura limitada, a região tem áreas rasas, pedras e correntes marítimas que podem dificultar a navegação.
Segundo o ex-comandante de navios petroleiros José Menezes Filho, qualquer erro de posicionamento pode causar acidentes.
“Quando você faz a curva no estreito, sofre uma grande influência das correntes. Tem que posicionar o navio com muita antecedência. Se sair um pouco da rota, pode encalhar ou bater em pedra”, afirmou.
Minas no mar aumentam o risco
Com a guerra, a ameaça principal passou a ser o uso de minas navais, armas capazes de transformar rapidamente uma rota marítima em área proibida para navios comerciais.
Esses dispositivos podem ser de diferentes tipos:
minas de contato, que explodem quando um navio toca nelas;
minas de influência, ativadas por sensores que detectam vibração ou magnetismo das embarcações;
minas controladas remotamente, detonadas à distância.
Especialistas explicam que um navio mercante comum não tem capacidade para detectar minas, o que torna a travessia extremamente perigosa.
“Navegar assim seria muito arriscado”, disse um especialista ouvido na reportagem.
Guerra naval e impacto global
O controle do Estreito de Ormuz se tornou um dos principais objetivos estratégicos do conflito. Para analistas militares, a possibilidade de bloquear essa rota é uma forma de pressionar a economia global.
Ao longo da história, o Irã já ameaçou fechar o estreito diversas vezes. Em 2019, por exemplo, o país foi acusado de atacar petroleiros na região.
A lógica por trás da estratégia é simples: interromper o fluxo de energia em um ponto crucial do planeta pode provocar alta imediata no preço do petróleo e efeitos em cadeia na economia mundial.
Minas no mar: entenda armas do Irã ameaçam crise global
Reprodução/TV Globo
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Reação EUA e escalada do conflito
Na batalha marítima atual, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que um dos seus alvos é aniquilar a Marinha iraniana.
Trump disse no domingo passado que os Estados Unidos podem escoltar os petroleiros, mas até agora o Estreito de Ormuz continua parcialmente fechado.
Segundo a ONU, 20 mil tripulantes estão a bordo de navios no Golfo Pérsico, aguardando a abertura total do Estreito.
Minas no mar: entenda armas do Irã ameaçam crise global
Reprodução/TV Globo
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
Estreito de Ormuz se tornou o foco das atenções da guerra no Irã
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