Lateral da Ponte alega 11 meses de salários atrasados e pede rescisão na Justiça
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O lateral-direito Júlio, de 18 anos, entrou com uma ação na Justiça contra a Ponte Preta por falta de pagamentos. A defesa alega 11 meses de salários atrasados e pede a rescisão indireta de contrato com urgência.
O processo foi protocolado no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas) na última segunda-feira, 2 de março, pela advogada Carolina Danieli Zullo. A posição do clube é que ainda não foi notificado.
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Júlio, lateral-direito da Ponte Preta
Diogo Reis/ PontePress
A reivindicação é baseada no parágrafo primeiro do artigo 90 da Lei Geral do Esporte:
– É hipótese de rescisão indireta do contrato especial de trabalho esportivo a inadimplência da organização esportiva empregadora com as obrigações contratuais referentes à remuneração do atleta profissional ou ao contrato de direito de imagem, por período igual ou superior a 2 (dois) meses, ficando o atleta livre para transferir-se a qualquer outra organização esportiva, nacional ou estrangeira, e exigir a cláusula compensatória esportiva e os haveres devidos.
Segundo o documento, o último salário que Júlio recebeu foi referente a março de 2025, com depósito em 16 de abril. A defesa diz que o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) também não foi recolhido desde então e que o jogador não recebeu 13º salário e férias durante o período.
– O reclamante se submeteu ao tratamento degradante imposta pelo reclamado unicamente para se manter em atividade (na vitrine), com o intuito de jogar uma partida na equipe profissional. Para além do fato dos salários atrasados e da situação humilhante a que o reclamado vem promovendo ao reclamante por não receber os seus salários e ferir o principio da dignidade humana, está o fato de que o reclamante é um jovem atleta promissor de apenas 18 anos de idade – cita a ação.
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Ao contextualizar a situação, a defesa diz que Júlio está na Ponte desde fevereiro de 2023 e assinou o primeiro contrato profissional em julho de 2024, com salário de R$ 1,5 mil.
Outra reclamação é que o atleta não teria recebido a cópia do contrato até hoje. O vínculo entre as partes, registrado no site da Federação Paulista de Futebol, vai até 30 de julho de 2026.
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O valor da causa “para efeitos fiscais e de alçada” é de R$ 1,05 milhão, mas o jogador cobra um montante superior. São R$ 3 milhões só de cláusula compensatória (multa de até 2 mil vezes o salário do atleta pela rescisão por descumprimento contratual), além das pendências financeiras a receber, indenização por danos morais, honorários advocatícios e ressarcimento de R$ 16,8 mi por uma cirurgia realizada no fim de 2024, quando Júlio quebrou o nariz durante um treinamento, e que os custos foram pagos pela mãe do atleta.
Júlio foi um dos destaques da Ponte no início da última Copa São Paulo de Futebol Júnior e acabou promovido às pressas para o profissional, ao lado de outros atletas, para completar o elenco diante da falta de opções por causa do transfer ban que impediu a Ponte de utilizar as contratações nas três primeiras rodadas do Paulistão.
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O lateral atuou em cinco partidas na campanha do rebaixamento para a Série A2. A Ponte fechou o Paulistão na lanterna, com apenas um ponto em oito jogos (aproveitamento de 4%). Foram sete derrotas e um empate.
Os números colocam a Ponte como o pior time do Paulistão em 22 anos e também registraram uma marca negativa inédita na história. Foi a primeira vez que o clube terminou sem vencer uma partida sequer em um torneio que não seja eliminatório. geRead More


