Maioria do Senado dos EUA barra tentativa de limitar poderes de Trump na guerra contra Irã
EUA ameaçam intensificar guerra contra o Irã
A maioria do senadores dos EUA se posicionaram contra uma resolução para limitar os poderes do presidente Donald Trump na guerra contra o Irã. A votação na Casa continua, segundo a agência Reuters.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
AO VIVO: acompanhe as últimas notícias sobre a guerra
A votação ocorrerá no 5º dia de um conflito, no qual já morreram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e várias figuras de alto escalão em Teerã, assim como soldados americanos.
A resolução bipartidária, apresentada pelo democrata Tim Kaine e pelo republicano Rand Paul, exigiria a retirada das forças americanas da operação contra o Irã, a menos que o Congresso autorize a campanha.
O Senado é composto por 53 republicanos e 47 democratas. Se todos os senadores votarem, os democratas precisam de pelo menos quatro republicanos que se somem a Paul. Um democrata, o centrista da Pensilvânia John Fetterman, já afirmou que se oporá.
A resolução busca afirmar a autoridade do Congresso frente a um presidente que ampliou o controle do Poder Executivo sobre o Legislativo desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025.
‘Ameaça iminente’?
No centro do debate sobre a legalidade da ofensiva ordenada por Trump está a questão da “ameaça iminente”. Isso porque, embora o Congresso seja o único habilitado pela Constituição a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao presidente iniciar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência, como por exemplo um ataque contra os Estados Unidos.
No vídeo em que anunciou a operação no sábado (28), Trump ressaltou uma ameaça “iminente”, segundo ele, representada pelo Irã, mas não conseguiu convencer a oposição democrata.
“Nessa sala não foi apresentada nenhuma prova (…) que sugerisse que os Estados Unidos enfrentavam uma ameaça iminente por parte do Irã”, declarou Kaine à AFP após uma sessão informativa confidencial na terça-feira (3) com autoridades do governo.
Mesmo em caso de aprovação, é improvável que a resolução sobreviva a um veto presidencial, já que então seriam necessários dois terços dos votos em ambas as câmaras.
Os democratas reconhecem que o texto enfrenta grandes obstáculos, mas consideram essencial obrigar os legisladores a assumir uma posição pública sobre a guerra.
O presidente dos EUA, Donald Trump
REUTERS/Nathan Howardg1 > Mundo Read More


