Marlon Freitas admite erros, pede desculpas ao Botafogo e prevê “ano extraordinário” no Palmeiras
Marlon Freitas assume erros, pede desculpas e conta bastidores de saída do Botafogo ao Palmeiras
Se em três meses de Palmeiras conquistou destaque pelo discurso ativo, Marlon Freitas fez das entrevistas um momento raro na carreira. Porque, apesar de seguro e comunicativo, cresceu adepto de outra ideia: buscar sempre sua melhor versão e deixar o campo falar por ele. As últimas semanas, contudo, fizeram dessa uma estratégia impossível.
Criticado por citar o título paulista como favorito e envolvido no centro da discussão ocorrida em Palmeiras x Botafogo, no Allianz Parque, o volante decidiu falar.
E antes de embarcar no “ano extraordinário” que projeta viver, reconhece erros, pede desculpas e abre bastidores da saída do Botafogo ao Palmeiras publicamente pela primeira vez.
– Acho que é uma oportunidade de eu pedir desculpas, assumir meu erro da última entrevista. Tentei trazer uma coisa do presente, mas poderia falar de outra forma – inicia Marlon, ao ge.
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Marlon Freitas em entrevista exclusiva ao ge
TV Globo
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Ele faz referência a um trecho de entrevista à Espn que viralizou com críticas, dias antes da partida pelo Brasileiro, por escolher o Paulista como melhor título da carreira, em detrimento de conquistas como o Brasileirão e a Libertadores, que ganhou pelo Botafogo.
– Tentei trazer uma coisa diferente, mas 2024 está na minha história – explica o volante.
– Foi o melhor ano da minha carreira, e por isso falei de 2026, porque acredito que vai ser meu melhor ano, mas naquele momento eu deveria ter falado das conquistas. Sei que tem quem se identifica, que tem carinho, respeito por mim, e acredito que muita gente se sentiu desrespeitado, ofendido com minha fala. Quando saiu, vi que fui mal. Quero pedir desculpas. Sei que errei e reconheço – completa.
Só que o episódio terminou escalonando para além das redes sociais porque seis dias após o vídeo ser publicado, Palmeiras e Botafogo se enfrentaram no Allianz Parque. Protagonizaram, depois da vitória por 2 a 1 ao Verdão, as cenas da discussão envolvendo ele e alguns jogadores do rival.
Sobre a confusão, Marlon se atém a poucas palavras. Quer deixar isso no passado. Limita-se a dizer, portanto, que não gostou do que ouviu, mas conversou com amigos jogadores, funcionários, e que o que passou, para ele, ficou somente no campo.
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Bastidores: “Não sou mercenário”
Determinado a colocar um ponto final, acredita que os últimos episódios têm a ver também com a forma com que deixou o ex-clube. E por isso compartilha bastidores da própria saída.
Acho que meu erro foi não ter falado. Ficou uma coisa de “mercenário”, de que cheguei, bati na porta e disse: quero ir embora. Não foi assim.
Marlon Freitas em entrevista exclusiva ao ge
TV Globo
– O clube (Botafogo) recebeu duas propostas bem consideráveis, eu já sabia que tinham interesse em me negociar, e de projeto era muito melhor para mim também, não preciso esconder isso – diz o volante, em referência ao Palmeiras.
– Teve uma reunião com a diretoria do Botafogo e saiu que o clube teve uma proposta irrecusável na reunião, mas ali já estava tudo decidido, alinhado. Foi só uma forma de agradecimento, e eu me emocionei, porque caiu a ficha de que estava saindo.
– Falaram na mídia da situação de abrir mão de porcentagem, e eu não tive escolha. Tive que abrir mão, porque o que foi passado para mim é: ou você abre mão ou não vai. Como vou ficar em um ambiente…? Não sou mercenário. Se fosse, eu brigava. E entendo perfeitamente o clube, era uma oportunidade financeiramente muito boa, de deixar tudo organizado.
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E assim, entre o fim de dezembro e o início de janeiro de 2026, Marlon se transferiu ao Palmeiras por 6 milhões de euros, cerca de R$ 33 milhões na cotação da época, com um contrato de três anos.
Apresentou-se ainda na pré-temporada e desde que estreou, já como titular, contra a Portuguesa, na primeira partida do ano, tem sido muito mais que polêmicas. Pelo contrário.
Fez 19 dos 20 jogos do Palmeiras na temporada e está entre os três mais utilizados do elenco, ao lado de Flaco López e Allan. Sustentando justamente as características que o Palmeiras buscava, ele rapidamente se adaptou para criar um meio de campo criativo com Andreas e mostrar, dentro de campo, um papel de liderança que ao time faltava.
– Todo mundo quer jogar, ser protagonista, mas é também sobre valores, ser um cara trabalhador, ajudar com minha experiência. Sou esse cara de jogo associado, de tentar combinações, a gente tem feito nos treinos e está levando para os jogos. Porque temos um grupo muito bom. É desfrutar disso – explica o volante.
Marlon Freitas em entrevista exclusiva ao ge
TV Globo
É reflexo também do ambiente que encontrou no clube, de cobrança, mas também tranquilo, que o faz, em apenas três meses, ver a mudança como positiva.
– Fiz bastante amizade apesar do pouco tempo. Evangelista foi o primeiro que mandou mensagem e quando ele veio, eu mandei para ele: estou feliz por você, fez anos brilhantes no Bragantino. E ele não tinha visto. Quando me anunciaram, ele mandou e… “Mano, desculpa, agora que eu vi” – conta Marlon, aos risos, sobre a conversa deixada em branco desde que trocaram o Instagram pelo WhatsApp.
Fui muito bem recebido e estou fazendo amizades que vou levar para a vida. Só sei que a gente tem muita história para fazer no Palmeiras ainda.
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Essa história começou com a conquista do título paulista, sobre o Novorizontino, em março, e segue sendo escrita em pelo menos outras três competições que tem pela frente na temporada: no Brasileiro, onde segue líder, na Copa do Brasil e na Libertadores, em que está prestes a estrear.
São os caminhos que precisará trilhar para viver o que espera de 2026 como o melhor ano da vida.
– Acho que minha família bem, tem tudo para ser um grande ano. É ter conquistas, pregar meus valores, desfrutar, com meus companheiros, com o clube, com os torcedores também, e ter coragem, que não vai ser fácil. Tenho sonhos, que vou deixar guardado, e fazer minha parte. Sou um cara de muita fé. Esse ano vai ser extraordinário.
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