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Mesmo com nova polêmica no Choque-Rei, Verdão mereceu mais a final

Mesmo com nova polêmica no Choque-Rei, Verdão mereceu mais a final

Na noite deste domingo, na Arena Barueri, o Palmeiras chegou a histórica marca de 11 jogos consecutivos sem perder para o São Paulo, a maior de sua trajetória diante do Tricolor. A vitória por 2×1 contou com novo pênalti claro reclamado pelo arquirrival, assim como já havia ocorrido no Brasileirão do ano passado. O cenário do clássico, no entanto, premiou a equipe que foi melhor na partida.
O São Paulo demorou bastante a igualar as forças. Teve uma penalidade máxima anotada a seu favor em lance discutível e diminuiu o placar no 2 º tempo. Mas não se aproximou de merecer um empate na sequência. Seja pela incapacidade de quem estava em campo ou por decisões de escalação e substituições questionáveis de seu treinador. O Palmeiras recuou muito depois dos 30 minutos.
Escalações
Abel Ferreira repetiu a base que vem escalando nesta temporada. O 4-4-2 com Maurício e Allan como meias, Andreas Pereira e Marlon Freitas como volantes, e a dupla Flaco-Roque na frente. Já Hernán Crespo, surpreendeu ao escalar Luan como titular pela primeira vez na temporada. Danielzinho ficou no banco.
Como Palmeiras e São Paulo iniciaram a semifinal do Paulistão 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
O Palmeiras não demorou a utilizar uma conhecida arma para sair na frente do São Paulo no placar. A marcação bem ajustada no campo de ataque. Isso já havia sido decisivo contra o Fluminense e se repetiu na noite deste domingo. Murilo desarmou Luciano em uma cobrança de lateral do Tricolor em seu próprio campo e deu início à rápida troca de passes que terminou no gol de Maurício.
Marlon Freitas, Flaco López e Vitor Roque participaram do lance que inaugurou o placar logo aos sete minutos e deu tranquilidade ao Palestra. A facilidade para achar as conexões e a velocidade nos movimentos que geram opções de passe chamaram a atenção em outras transições ofensivas ao longo da 1ª etapa, mas faltou precisão para aumentar o placar.
Se a proposta inicial era marcar dentro do campo rival, o bloco defensivo foi recuando com o passar dos minutos, mas o Palmeiras não perdeu o bom posicionamento e a concentração para fechar os espaços. Andreas Pereira auxiliou Vitor Roque e Flaco López no primeiro combate central, mas também recuou para bloquear a entrada da área defensiva ao lado de Marlon Freitas.
Maurício e Allan foram obedientes e inteligentes tecnicamente para pressionar Lucas Ramon e Enzo Diaz no campo de ataque, ou para dobrar a marcação com Piquerez e Khellven mais atrás. Gómez e Murilo estiveram impecáveis na proteção da área. Maurício e Piquerez chegaram perto de ampliar em ataques rápidos. Flaco López assustou em cabeçada por cima da meta.
Palmeiras x São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista
Marcos Ribolli
O São Paulo tinha a estratégia de encaixar a marcação da seguinte maneira: Bobadilla e Marcos Antônio se preocuparam em combater Piquerez e Khellven respectivamente. Lucas e Luciano tentavam vigiar Andreas Pereira e Marlon Freitas. Lucas Ramon e Enzo Diaz tinham Maurício e Allan como alvos. E Luan deveria auxiliar a dupla de zaga no combate à dupla de ataque anfitriã.
O jogo, no entanto, se desenvolveu pouco nesta fase. O Palmeiras quase sempre atacava em transições rápidas. E utilizava passes longos quando sentia os encaixes citados acima incomodando. Ganhava as ”segundas bolas” e acelerava. O ritmo são-paulino não era o mesmo. O time demorou a vencer mais duelos, se adaptar a velocidade do jogo.
O Tricolor terminou o 1º tempo com mais posse de bola, mas pouca capacidade de envolvimento ao sistema defensivo oponente. Lucas e Luciano se moveram apenas por dentro, e ficaram encaixotados entre volantes e zagueiros. Marcos Antônio e Bobadilla tiveram pouca influência na construção. Os laterais ficaram isolados pelos flancos. Apenas Enzo Diaz conseguiu incomodar de alguma forma.
Palmeiras x São Paulo pela semifinal do Campeonato Paulista
Marcos Ribolli
Apesar do cenário desfavorável, Crespo manteve a equipe para a 2ª etapa. Quase sofreu mais um tento em cabeçada de Marlon Freitas logo aos dois minutos. O São Paulo, no entanto, intensificou seus movimentos ofensivos depois do intervalo e teve em Lucas uma figura mais participativa.
O camisa 7 tentou um cruzamento pela esquerda e a bola bateu no braço esquerdo aberto de Gustavo Gómez. O pênalti não foi marcado pela árbitra Daiane Muniz, que também não foi ao VAR. O Palmeiras, por sua vez, seguia mais perigoso e chegou ao segundo gol ainda aos 11 minutos do 2º tempo. Flaco López se aproveitou de uma jogada ensaiada entre Andreas e Piquerez em falta lateral e ampliou.
Crespo tirou o inoperante Luan para a entrada de Danielzinho. O São Paulo não sentiu o segundo gol e manteve a insistência. Foi premiado com um pênalti. Marlon Freitas bateu com o braço no pescoço de Bobadilla dentro da área alviverde, o paraguaio caiu e a infração foi marcada. Calleri converteu o duvidoso pênalti!
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Marcos Ribolli
Abel sacou Allan e Maurício antes dos 30 minutos. Arias e Felipe Anderson entraram. No Tricolor, Cauly substituiu Bobadilla em uma tentativa de ser mais criativo. O time visitante tinha a bola dentro do campo alviverde, mas não penetrava na área em condições de finalizar. Apelava para cruzamentos sem o melhor cenário para isso.
Mesmo precisando de drible e mobilidade para abrir a defesa do Palmeiras, Crespo manteve Ferreirinha no banco e colocou André Silva no lugar de Lucas. Luciano, em péssima noite, ficou no gramado até o apito final. Usou apenas três substituições. O Tricolor tentou pressionar na base do ”abafa” e acabou elimininado. Pouco para superar a concentrada defesa alviverde. geRead More