Mesmo com pressão no fim, Flamengo dá bons sinais ao bater o Cruzeiro
Se a atuação rubro-negra na noite desta quarta-feira ainda não se aproximou do nível idealizado, ao menos serviu para dar esperança que há um caminho de melhora sendo traçado. O Flamengo teve o controle das ações em boa parte da vitória por 2×0 sobre o Cruzeiro. Poderia ter construído vantagem confortável mais cedo, foi pressionado no fim, mas ampliou o placar antes do apito derradeiro.
A Raposa só incomodou de fato a defesa carioca em dois momentos. Entre os 15 e os 30 minutos do 1º tempo. E na reta final do duelo, quando Tite pôs, enfim, atacantes mais agudos pelos lados. Quando atacava em busca do empate, veio o golpe fatal dos donos da casa. Carrascal, que havia entrado mal na partida, deu números finais ao placar que começou a ser construído por Pedro.
Escalações
Leonardo Jardim fez três mexidas em relação ao time que iniciou a final do Carioca. Varela, Carrascal e Samuel Lino foram para o banco. Emerson Royal, Lucas Paquetá e Everton Cebolinha receberam chance como titulares. Já Tite não pôde contar com William, Lucas Romero e Kaio Jorge. Fágner, Matheus Henrique e o colombiano Neyser Villareal iniciaram o duelo.
Como Flamengo e Cruzeiro iniciaram o duelo válido pela 5ª rodada do Brasileirão 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
O Flamengo reviveu os seus melhores momentos da última temporada nos primeiros dez minutos no Maracanã. Velocidade e entrosamento nas ações ofensivas, troca de passes efetiva e qualificada. Marcação adiantada. Intensa e organizada. O Cruzeiro não teve a postura ideal para neutralizar o início fulminante dos donos da casa. A energia demorou a ser igualada e o time sofreu com isso.
Primeiro com a cabeçada de Léo Ortiz no travessão, e depois com o gol de Pedro. Fruto da grande jogada individual do atacante, aproveitando o erro de passe de Neyser Villareal. Méritos da pressão pós-perda eficaz feita pelos donos da casa. Mas também chamou a atenção a passividade de Fágner, Fabricio Bruno e Villalba no lance. O camisa 9 fez o que quis dentro da área mineira.
O próprio Pedro foi o responsável por produzir outra chance real de gol logo depois. Roubou a bola de Villalba na saída cruzeirense, mas Fabrício Bruno salvou em cima da linha a finalização de Arrascaeta, que já havia driblado Cássio. O bombardeio rubro-negro contou ainda com um belo passe por elevação de Lucas Paquetá para Arrascaeta finalizar com perigo de dentro da área, algo que se repetiria depois.
O ímpeto do Mais Querido começou a ser quebrado com bons passes encaixados por zagueiros e volantes do Cruzeiro para as costas do meio-campo anfitrião. A Raposa acumulava peças no setor. Christian e Gérson flutuavam dos lados para o meio, se aproximavam de Matheus Pereira e Neyser Villareal, que quase se redimiu do erro do gol ao bater com perigo da entrada da área. Rossi pegou!
Pedro, Arrascaeta e Gerson em Flamengo x Cruzeiro
André Durão
O Cabuloso encaixou boas trocas de passe na sequência, sempre utilizando a largura do campo com seus laterais em avanços simultâneos, preenchendo os espaços na intermediária defensiva do Flamengo e gerando alguns problemas de marcação aos donos da casa. Christian e Matheus Pereira não conseguiram finalizar com precisão em ataques iniciados por Kaiki e Fágner.
Outra arma cruzeirense foi a bola parada aérea endereçada a Fabricio Bruno. Ele conseguiu desviar três cobranças de escanteio de Matheus Pereira. Nenhuma delas, porém, com real perigo. O Flamengo diminuiu a frequência das subidas de marcação, e lidou melhor com as lacunas deixadas às costas do seu meio-campo. Conseguiu reduzir a quantidade de ataques finalizados pelo Cruzeiro.
Mesmo com menos posse de bola até o final da 1ª etapa, não deixou de tentar construir ao retomar a pelota. E explorou espaços deixados naturalmente pelos visitantes. Léo Pereira, Everton Cebolinha e Lucas Paquetá não conseguiram finalizar em cheio ao arrematarem ataques bem produzidos pela equipe.
Na volta para o 2º tempo, Cássio impediu que o Flamengo ampliasse o placar em duas ótimas ocasiões antes dos dez minutos. Arrascaeta e Pulgar quase marcaram em potentes chutes. Além de não repetir a capacidade de envolver a defesa rubro-negra, apresentada em um curto periodo da 1ª etapa, o Cruzeiro cedia espaços perigosos a peças como Arrascaeta e Paquetá.
Gerson; Flamengo x Cruzeiro
Thiago Ribeiro/AGIF
Tite perdeu Cássio lesionado logo depois dos 15 minutos. Matheus Cunha o substituiu. Chico da Costa foi mais um a entrar nesse momento. Neyser Villareal foi sacado. O primeiro a entrar no Flamengo foi Samuel Lino. Everton Cebolinha saiu. Na sequência foi a vez de Varela e Carrascal substituírem Emerson Royal e Paquetá, que foi um dos melhores em campo.
O Flamengo mantinha-se seguro defensivamente no 2º tempo, mas desperdiçava alguns bons ataques por erros técnicos ao se aproximar da área. Isso deixou o Cruzeiro vivo na partida. Percebendo os ataques inócuos da sua equipe, Tite demorou, mas sacou o apagado Gérson, que foi chamado de ”mercenário” pela torcida local. Wanderson entrou para dar mais velocidade pela esquerda.
Pouco depois foi a vez de Fágner e Lucas Silva saírem. Christian foi recuado para a lateral-direita e Arroyo entrou na ponta. Japa foi utilizado no meio-campo. Luiz Araújo e Wallace Yan foram chamados por Leonardo Jardim perto dos acréscimos. Pedro e Arrascaeta deixaram o gramado. O pacote de mexidas gerou efeito positivo ao Cruzeiro, que ganhou agressividade e passou a ameaçar de fato.
Japa, Kaiki e Chico da Costa somaram finalizações perigosas de dentro da área. O Flamengo sofria com a inoperância dos atletas que saíram do banco até encontrar a redenção com dois deles. Samuel Lino desarmou Japa no campo de ataque e deixou Carrascal na cara do gol. O colombiano marcou com uma linda cavadinha por cima de Matheus Cunha e a torcida pôde comemorar a vitória. geRead More


