Padrão de jogo e convicções: por que o Santos segurou Vojvoda e o que diretoria espera do técnico
Vojvoda por um fio: GE Santos explica situação do treinador no Peixe
A diretoria do Santos deu um voto de confiança a Juan Pablo Vojvoda, mesmo decepcionada após o empate em 2 a 2 com o Mirassol, na última terça-feira. A ideia é fazer uma avaliação criteriosa do trabalho nos dois próximos jogos, ambos na Vila Belmiro, contra Corinthians e Internacional.
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Qualquer desfecho diferente de dois bons resultados aliados a duas boas atuações devem significar o fim da linha para o argentino no clube. Há uma crescente pressão em cima da presidência, tanto de aliados próximos, quanto externa, pela troca no comando.
Pressão semelhante a vivida por Marcelo Teixeira, em 2024, quando passou o ano segurando por suas próprias convicções o técnico Fábio Carille. À época, porém, o entendimento era de que seria muito arriscado trocar o treinador na disputa da Série B do Brasileiro.
Hoje, a análise é um pouco diferente e parte do princípio de que o Santos tem um elenco melhor, com bons valores, e tem condições de disputar posições mais altas na tabela da Série A, não podendo ficar preso ao técnico, caso não haja evolução.
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Vojvoda durante empate do Santos com o Mirassol, fora de casa
Raul Baretta/Santos
Entretanto, um ponto pesa contra a ruptura imediata do trabalho: o mercado de treinadores. O Santos não quer repetir erros recentes e optar por uma troca sem eventualmente ter um caminho traçado.
Por exemplo, entre a saída de Pedro Caixinha e a chegada de Cleber Xavier foram 15 dias sem um treinador. Vojvoda, por outro lado, chegou cinco dias depois da saída de Cleber.
O desempenho do time, principalmente no primeiro tempo contra o Mirassol, pegou mal para Vojvoda, que teve dez dias para preparar a equipe. Havia uma expectativa muito grande de que ele conseguiria apresentar uma evolução de seu trabalho. O empate não mascarou a frustração.
Com Ancelotti no estádio, Mirassol e Santos empatam por 2 a 2
A avaliação é de que o argentino precisa amadurecer na tomada de decisão para não perder convicção em escalações e substituições. A impressão é de pouquíssimas coisas mudaram desde a estreia na temporada para o jogo da última terça, mesmo com contratações e dias livres para treinos.
Há também uma pressão para que Vojvoda tenha um esquema tático definido, o que facilitaria para o time adquirir um padrão de jogo. Contra o Mirassol, por exemplo, Thaciano atuou mais aberto pela direita, onde não costuma jogar, e a equipe se desconfigurou em vários momentos.
O elenco é considerado bom, com o pedido de Vojvoda atendido para duas opções razoáveis para cada posição da equipe. A peça que falta é Lucas Veríssimo para a zaga. Ele deve chegar ao Brasil nesta quinta-feira.
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