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Paralimpíadas de Inverno: cerimônia de abertura deve sofrer boicotes de Canadá e europeus

Paralimpíadas de Inverno: cerimônia de abertura deve sofrer boicotes de Canadá e europeus

Veja quem serão os porta-bandeiras do Brasil nas Paralimpíadas de Inverno
Países europeus e o Canadá estão ameaçando boicotar a cerimônia de abertura da Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026. O protesto se dá ao fato que o Comitê Paralímpico Internacional autorizou que atletas da Rússia e Belarus a participarem representando suas bandeiras. Os dois países estão banidos de grande parte dos eventos esportivos desde 2022, por conta da invasão russa à Ucrânia. Ao todo, 11 nações prometem não ir à cerimônia: Canadá, República Tcheca, Estônia, Finlândia, Alemanha, Letônia, Lituânia, Holanda, Polônia e Ucrânia.
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Paralimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026
Luke Hales/Getty Images for IPC
O Brasil também não vai estar na cerimônia de abertura, mas por questões de logística. A delegação brasileira se encontra concentrada na cidade de Predazzo, na região alpina da Itália. Já a cerimônia será realizada em Verona, a mais de 7 horas de distância, impossibilitando a presença do Time Brasil. No entanto, a delegação brasileira vai participar de forma remota da celebração com seus porta-bandeira Aline Rocha e Cristian Ribera.
O Ministério de Relações Exteriores do Conselho Europeu elogiou o boicote promovido pelos países. A inciativa, que foi liderada pela Ucrânia, já conta com apoio também nas redes sociais através da hashtag #BoycottRussianSport, que pode ser traduzida como “boicote o esporte Russo”.
– Autorizar símbolos de estados agressores em um evento de esporte internacional é inaceitável enquanto uma guerra em grande escala da Rússia contra a Ucrânia, com apoio de Belarus, continua – disse o pronunciamento oficial do Ministério de Relações Exteriores do Conselho Europeu .
O presidente do Comitê Paralímpico Ucraniano, Valerii Sushkevych, chegou a mandar uma carta à primeira ministra da Itália Giorgia Meloni pedindo que o país intervisse na decisão. Para Sushkevych, o Comitê Patalímpico Internacional estava permitindo que um “Estado terrorista” legitime sua ocupação através do esporte.
– A Rússia está tentando fazer com que as Olimpíadas de Inverno sejam um instrumento de reconhecimento legal da ocupação criminosa dos territórios ucranianos – escreveu o ucraniano.
Este apelo está alinhado com a posição do governo italiano. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e o ministro do Esporte, Andrea Abodi, já haviam expressado sua “oposição absoluta” à decisão do CPI. Os ministros italianos emitiram uma declaração conjunta pedindo uma revisão imediata da decisão, citando a contínua violação da Trégua Olímpica. No entanto, as autoridades esclareceram que não tomarão medidas para bloquear vistos de atletas ou de seus acompanhantes.
As Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026 vão ocorrer entre os dias 6 e 15 de março. A delegação brasileira conta com 9 atletas competindo em três modalidades diferentes: snowboard, esqui cross-country e biatlo. geRead More