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Parlamento Europeu aprova criação de ‘centros de retorno’ para imigrantes

Parlamento Europeu aprova criação de ‘centros de retorno’ para imigrantes

 Imigrantes africanos lotam proa de navio da Guarda Costeira da Líbia após serem resgatados de botes em meio ao Mediterrâneo a caminho da Europa, perto da cidade de Gohneima; imagem de arquivo
Guarda Costeira da Líbia via AP
O Parlamento Europeu aprovou, nesta quinta-feira (26), um significativo endurecimento da política migratória do continente e endossou a ideia de criar “centros de retorno” para enviar migrantes para fora da União Europeia.
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Essas medidas foram exigidas pela maioria dos Estados-membros, assim como por eurodeputados de direita e extrema direita, que celebraram a votação com fortes aplausos na câmara.
Atualmente, apenas cerca de 20% das ordens de expulsão emitidas na União Europeia são efetivamente cumpridas, números fortemente criticados pelos defensores de uma política migratória mais rigorosa.
Sob pressão para endurecer a política, a Comissão Europeia apresentou, há um ano, uma proposta destinada a aumentar o número de deportações.
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A proposta foi endossada nesta quinta-feira por uma ampla maioria de eurodeputados de direita, extrema direita e centro, reunidos em sessão plenária em Bruxelas.
Este texto permitirá “garantir um princípio simples: se chegar ilegalmente à Europa, com certeza não ficará”, celebrou o eurodeputado francês de direita François Xavier Bellamy.
A medida autorizaria os Estados-membros a abrir centros para migrantes em países fora da UE, para onde enviariam e, possivelmente, deteriam pessoas cujos pedidos de asilo foram rejeitados e que são obrigadas a deixar o território.
O texto aprovado nesta quinta-feira também estabelece regras e sanções mais rigorosas para os solicitantes de asilo rejeitados que se recusam a deixar o território da UE, incluindo a confiscação de documentos de identidade, detenções e proibições de entrada prolongadas.
Por fim, prevê o reconhecimento mútuo das decisões tomadas por cada Estado-membro, de modo que, por exemplo, uma decisão adotada na França possa ser aplicada na Espanha e vice-versa.g1 > Mundo Read More