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Paulistão: conheça a família dona do Novorizontino, único clube 100% SAF no Brasil

Paulistão: conheça a família dona do Novorizontino, único clube 100% SAF no Brasil

Novorizontino perde para o Palmeiras no 1º jogo da final do Paulistão
Quando se fala do Novorizontino, finalista do Paulistão, há uma certeza: o sobrenome Biasi estará em pauta na conversa. Seja ao mencionar o nome do estádio do time, o Jorge Ismael de Biasi, ou para entender as origens e de onde vem o dinheiro de uma das mais novas potências do futebol no estado, que briga com o poderoso Palmeiras por um título inédito.
Todos os passos da história do Grêmio Novorizontino passam pela família Biasi. Seja do atual clube, fundado em 2010, ou até de grande parte do antigo Grêmio Esportivo Novorizontino, que existiu entre 1973 e 1999.
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Estádio Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão, em Novo Horizonte
Arcílio Neto
A família com raízes fincadas na cidade de Novo Horizonte tem negócios em diversos ramos. O principal é uma grande usina de cana de açúcar. Também há investimentos em agropecuária, com confinamento de bois, geração de energia termoelétrica, haras e até venda de sêmen de cavalos, no mercado de reprodução de animais.
Os Biasi são os donos de 100% da SAF do clube e a principal fonte de renda do time que vive uma ascensão meteórica desde a fundação, em 1° de março de 2010. São seis acessos em sua curta história.
Após a cidade ficar órfã de um time de futebol por uma década, entre 1999 e 2010, a família foi ativa no renascimento do clube, com outro CNPJ, mas com as mesmas cores, mascote, nome e o escudo (com poucas mudanças, como a data de fundação e a remoção do “Esportivo” do nome).
Donos do Novorizontino também são proprietários de usina de cana de açúcar de Novo Horizonte
Divulgação/Usina Estiva
O estádio Jorge Ismael de Biasi é a casa do Novorizontino desde o antigo clube. O nome é mais uma prova da importância da família para o time, que o construiu com recursos próprios na década de 1980 e teve Jorge Ismael como presidente a partir de 1979.
O Grêmio Esportivo Novorizontino foi vice-campeão paulista na final caipira contra o Bragantino, em 1990. A morte do empresário, em 2000, deixou o legado para a família e para o clube. O diretor-presidente do clube, Genilson Rocha Santos, explica como o Tigre do Vale é uma extensão da família Biasi.
– É uma gestão muito familiar. Eles se envolvem da forma que eles são extremamente úteis. Não só no financeiro, mas também na paixão e no envolvimento daquilo que eles acreditam. Já que é uma paixão, a paixão sempre é por algo que eles gostem. Eles querem ver um jogo que os agradem. Nosso trabalho é dar à equipe essas características. O Novorizontino construiu uma identidade em cima dos anseios daqueles que fazem parte da origem do clube. A gente vêm valorizando e modernizando, principalmente nas categorias de base. Não tem como conquistar tendo um modelo de jogo arcaico e ultrapassado. O Novorizontino se moderniza, mas sempre dentro da paixão – concluiu Genilson.
Genilson Santos, Roberto de Biasi e Jorge Ismael de Biasi Filho
Ozzair Jr./Novorizontino
A SAF do Novorizontino
Enquanto a maioria dos clubes torna-se uma SAF e vende a parte majoritária para uma empresa (ou grupo), o Novorizontino trilha um caminho diferente. A efetivação do modelo foi em dezembro de 2023, quando a associação esportiva do clube deixou de existir para dar lugar ao Grêmio Novorizontino SAF.
Por este motivo, o Tigre do Vale é, juridicamente, a única SAF brasileira 100%. O clube é totalmente da família Biasi, cujos donos são Jorge Ismael de Biasi Filho e Roberto de Biasi. É o que explica o diretor-presidente da SAF.
– O diferencial é que o Novorizontino não tem nenhuma associação que faça parte dela, não tem nenhum percentual e é exclusivo 100% dos investidores. Havia uma associação que foi destituída completamente, onde a SAF, que são os investidores, comprou 100% direitos sobre tudo o que gere lucro. Isso é claro que abre uma série de opções no mercado para novos investidores, mas tudo isso passa pela aceitação ou não de quem são os atuais investidores. Eles estão muito satisfeitos com o rendimento e a valorização do clube. Uma das vitórias será a cada dia tornar o clube mais próximo de ser autossustentável – emendou Genilson.
Estruturado em um modelo de gestão que é visto por muitos como a salvação dos clubes do interior do Brasil, o Novorizontino busca o acesso à elite do futebol nacional – bateu na trave nas últimas três temporadas – e se consolida no cenário estadual chegando a decisão do Paulistão, eliminando Santos e Corinthians no mata-mata.
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Pedro Zacchi/Ag. Paulistão geRead More