Primeira técnica do Mirassol feminino, Carine Bosetti analisa desafio: “Um projeto para crescer”
Meninas participam da primeira seletiva para o futebol feminino do Mirassol
Com CT próprio, jogadoras inscritas no BID e presença garantida na primeira divisão do Campeonato Paulista, a técnica Carine Bosetti tem pela frente agora o desafio de comandar a equipe feminina do Mirassol e ser a primeira treinadora da história do projeto.
Em entrevista exclusiva ao ge, Carine falou sobre as expectativas para o primeiro ano, o processo de montagem do elenco e a importância de disputar a elite estadual.
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Para ela, assumir o posto é uma grande responsabilidade, mas também motivo de orgulho. Mesmo com pouco tempo no clube, a treinadora afirma que encontrou estrutura e condições para o desenvolvimento do projeto.
— É uma grande responsabilidade e também uma grande alegria participar do início do Mirassol no futebol feminino. Estamos no interior paulista, uma região que sempre teve tradição na modalidade, e o clube chega com muita força para esse cenário. Tenho certeza de que, com o tempo, o clube vai oferecer todas as condições para que o projeto cresça e se consolide primeiro no cenário estadual e depois também no nacional.
Carine Bosetti comanda treino da equipe feminina do Mirassol
JP Pinheiro/Agência Mirassol
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Pregando “pés no chão”, Carine ressalta que o projeto ainda está no início, mas reforça o compromisso de construir uma equipe competitiva.
— Precisamos ter os pés no chão, porque é um processo e ainda estamos no começo, mas sabemos da força do Mirassol na região e no futebol paulista. Queremos construir isso também no feminino. Vamos trabalhar todos os dias para que a equipe represente bem a camisa do Mirassol, com coragem, entrega e competitividade dentro de campo.
O primeiro passo importante já foi dado: a vaga na elite do futebol paulista, que conta com apenas oito equipes e foi obtida junto à Federação Paulista de Futebol (FPF). Para a treinadora, disputar a competição logo no início do projeto é fundamental para o crescimento do clube.
— Começar já disputando uma grande competição é um passo muito importante para o clube. Antes mesmo de ter a vaga, que veio por meio do processo de licenciamento, o Mirassol já se preocupava em ter a estrutura necessária e em oferecer boas condições para atletas, comissão técnica e estafe. Isso mostra respeito com a modalidade e dá credibilidade ao trabalho.
– O clube começa o futebol feminino entendendo as exigências para fazer um trabalho sério. Nosso objetivo é fazer um grande trabalho neste primeiro ano e ajudar a consolidar o projeto dentro do futebol feminino.
CT do Bolão foi comprado pelo Mirassol e receberá o time feminino do clube
Reprodução/Instagram
Outro ponto destacado por Carine é a estrutura oferecida pelo clube. No fim de 2025, o Mirassol anunciou a compra e reforma de um centro de treinamento que será utilizado pelo futebol feminino e pelas categorias de base.
— Ter estrutura e boas condições de trabalho é fundamental, e o Mirassol acertou muito. O clube investiu em um CT que também será utilizado pelo feminino, trouxe profissionais com experiência na modalidade e conseguiu a vaga no Paulista por meio do licenciamento.
— Fomos muito bem recebidas dentro do clube, com apoio de todos, inclusive do futebol masculino. Isso faz diferença no dia a dia. Sentimos que o futebol feminino no Mirassol não é uma obrigação, mas sim um projeto que o clube escolheu fazer da melhor forma possível.
Até o momento, o clube já anunciou 21 jogadoras. Sobre a montagem do elenco, a treinadora explicou que o objetivo foi equilibrar juventude e experiência, além de buscar atletas identificadas com o projeto.
— Para a montagem do elenco, buscamos fazer uma mescla entre juventude e experiência, trazendo atletas com vivência em competições nacionais e até internacionais, jogadoras com boa minutagem, para que pudéssemos formar uma equipe coesa pensando no nível do campeonato que vamos disputar.
— Também valorizamos atletas que acreditaram no projeto do Mirassol neste momento inicial, de estruturação da modalidade dentro do clube. Apresentamos todo o processo e trouxemos jogadoras que se identificaram com a história que está sendo construída.
Carine Bosetti, comanda treino da equipe feminina do Mirassol
JP Pinheiro / Agência Mirassol
Sobre identidade de jogo, Carine adota cautela pelo pouco tempo de trabalho, mas já define características desejadas para a equipe.
— Ainda está em construção, mas temos um ponto de partida importante para evoluir ao longo da temporada. Estamos na terceira semana de trabalho. Na primeira, as atletas passaram por avaliações, então a identidade leva tempo para ser construída. Mas desde o primeiro treino já começamos a preparar a equipe dentro do modelo de jogo que acreditamos ser a identidade do Mirassol.
— O tempo é curto, sabemos disso, porque entrosamento exige repetição, mas a entrega diária das atletas e da comissão tem sido muito forte. Queremos uma equipe com coragem para jogar, com garra, que compita em todas as fases do jogo, seja ofensiva, defensiva, nas transições ou na bola parada – encerrou a treinadora.
Carine Bosetti, comanda treino da equipe feminina do Mirassol
JP Pinheiro / Agência Mirassol geRead More


