Quais os pontos fortes que fizeram o São Paulo alcançar oito jogos sem perder e superar crise
Rafinha é peça essencial na boa fase do São Paulo
O São Paulo chega para o Choque-Rei válido pela semifinal do Campeonato Paulista, neste domingo, às 20h30, na Arena Crefisa Barueri, defendendo uma invencibilidade de oito jogos. O time de Hernán Crespo começou a temporada flertando com a zona do rebaixamento no estadual, mas conseguiu virar a chave se apoiando em acertos dentro e fora de campo.
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Longe das quatro linhas, a principal mudança foi a chegada de Rafinha como gerente esportivo. Desde que o ex-lateral entrou, o Tricolor não perdeu mais. O dirigente tem atuado como uma ponte entre jogadores e diretoria, sendo elogiado de ambos os lados.
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Gabriel Machado/AGIF
Outro ponto importante tem sido o novo departamento médico do clube. Os protocolos mais rígidos e integrados tem diminuído drasticamente as lesões dentro da equipe. Quem “entrou” no DM neste ano, também saiu rapidamente, como Bobadilla e Carlos Coronel.
Os demais pilares da virada são-paulina são táticos. Hernán Crespo conseguiu encontrar sucesso com uma variedade dentro de campo: três zagueiros ou linha de quatro defensiva, dupla ou trio de ataque. Durante a série invicta, o argentino foi encontrando seus laterais, o trio de meio-campo e uma forma de colocar em jogo o poderio máximo de ataque com Lucas, Luciano e Calleri.
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Uma volta e um reforço resolvem laterais
Crespo iniciou o ano sem Enzo Díaz e precisou alternar entre Wendell e o jovem Nicolas. O argentino se recuperou de lesão, retornou contra o Palmeiras, na última derrota do time na temporada, e foi titular em toda a sequência invicta – exceto contra o Coritiba, quando foi poupado.
Do lado oposto, Lucas Ramon chegou tomando conta da posição e sendo fundamental. Maik havia ganhado a posição do português Cédric, mas em quatro jogos participou diretamente de três gols mesmo sem estar 100% fisicamente.
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Marcos Ribolli
Afirmação do trio de meio
Danielzinho, Marcos Antônio e Bobadilla se tornaram quase uma palavra só. O meio-campo são-paulino passou a dominar seus adversários com três atletas que ajudam na marcação, aparecem em todo o campo iniciando jogadas e pisando na área. Bobadilla já marcou dois gols, Danielzinho, um.
Se ainda não balançou as redes, Marcos Antônio é o mais criativo do trio. Tem sido fundamental no penúltimo passe, encontrando diversos lançamentos por cima da defesa adversária e colocando os atacantes em boas condições.
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Acerto tático para poderio ofensivo
Lucas, Luciano e Calleri. Crespo escalou seu trio ofensivo como titular pela primeira vez contra o Grêmio, naquela que talvez tenha sido a melhor atuação do São Paulo na temporada.
Para encaixar os três no time, Crespo abdicou dos pontas e montou a equipe com uma dupla de ataque tendo Lucas quase como um camisa 10. Por vezes, Luciano também recua um pouco mais para jogar ao lado de Lucas, mas ocupando a faixa central do campo.
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Para o esquema funcionar, o treinador precisou primeiro acertar as laterais. Um esboço do esquema foi utilizado contra o Primavera, tendo Ferreirinha, Tapia e Lucas como trio ofensivo por dentro, porém Cédric na direita não dava a amplitude necessária.
A entrada de Lucas Ramon no segundo tempo foi decisiva para a virada naquela partida e para mostrar ao argentino que o esquema poderia funcionar com um lateral com poder ofensivo. Dali pra frente, Lucas Ramon foi titular, enquanto Cédric nunca mais entrou.
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