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Reforço de “alto investimento”, Cacá é apresentado pelo Vitória e cita DNA de zagueiros na família

Reforço de “alto investimento”, Cacá é apresentado pelo Vitória e cita DNA de zagueiros na família

Vitória anuncia a contratação do zagueiro Cacá, por empréstimo do Corinthians
A tarde desta terça-feira foi de apresentação na Toca do Leão. Cacá, que chega ao Vitória emprestado pelo Corinthians até o fim desta temporada, foi até a sala de imprensa e vestiu a camisa rubro-negra pela primeira vez. Ele é o terceiro zagueiro contratado pelo Leão, que também acertou com Riccieli e Luan Cândido.
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Ao falar sobre o reforço de 26 anos, o diretor de futebol Sérgio Papellin pontuou o “alto investimento” feito pelo clube para ter o jogador emprestado pelo Corinthians. Cacá fica na Toca do Leão até o fim deste ano, e o Vitória pode exercer a opção de compra ao fim da temporada.
– Jogador jovem, que tem perfil que vai crescer muito na carreira. Fizemos um investimento alto. Mas era uma carência que tínhamos. Esperamos que ele preencha uma carência que tínhamos. O Cacá jogou com o Edu desde o sub-15. Queria desejar muita felicidade pela passagem. Que no final do ano possamos exercer opção de compra e trazer em definitivo – disse o diretor de futebol do Leão.
Cacá e Sérgio Papellin (direita) na apresentação do zagueiro
Victor Ferreira / EC Vitória
Família de zagueiros
Altura, imposição física e, em alguns casos, limitações técnicas são motivos que levam um jogador a atuar como zagueiro. No caso de Cacá, a posição veio quase como uma herança familiar. O reforço do Vitória contou que todos em sua família passaram pela função.
“Minha família toda, meu pai, minha mãe, minha irmã mais velha, todos eram zagueiros”.
– Comecei como zagueiro, mas como eu era rápido resolveram me colocar no ataque. Acabou que foi dando certo, fazendo muitos gols. Meu pai tinha um sonho de me ver jogando na zaga e virar profissional. Em um belo dia, eu conversei com o treinador e pedi para voltar para a defesa. Foi aí que me destaquei. Já fui atacante, joguei de volante e lateral. Então, quando pinta oportunidade eu estou concentrado para fazer o gol – completou Cacá, que tem 17 gols marcados desde 2018, quando estreou como profissional.
Cacá durante entrevista de apresentação no Vitória
Victor Ferreira / EC Vitória
Cacá já está em Salvador há algumas semanas e tem treinado com o elenco rubro-negro. O zagueiro comentou sobre características e como pode ajudar o Vitória ao longo da temporada.
– Já conversei com toda a comissão. O estilo de jogo é bem parecido com o Corinthians, que joga com três zagueiros. É um estilo de jogo que estou bastante adaptado. Ele me passou total confiança para fazer o meu estilo de jogo. É esperar chegar a oportunidade. Quem sabe estrear no Ba-Vi – projetou o reforço.
– É encorajar a defesa para jogar em linha alta. Eu confio na minha velocidade. Eles podem me ajudar também. Edu e Camutanga são excelentes zagueiros em bola aérea. Já fiz muitos gols em bola ofensiva. É jogar sem medo de tomar bola nas costas – completou.
Cacá não pode enfrentar o Bahia na final do Campeonato Baiano, marcada para este sábado, mas fica à disposição de Jair Ventura para o clássico seguinte, na próxima quarta-feira, válido pelo Campeonato Brasileiro. Os dois Ba-Vis vão ser disputados na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, com torcida única do Bahia.
– Fico triste de não poder jogar essa final. Todo jogador que treina, trabalha, quer viver esses momentos. Quer aproveitar um jogo como esse. Vou estar lá acompanhando, vou para o vestiário, dar as minhas palavras de apoio. Se Deus quiser, na quarta-feira, no Ba-Vi do Brasileiro, vou estar lá para ajudar. O mais importante é a vitória – resumiu o zagueiro.
Anúncio de Cacá no Vitória
Divulgação / EC Vitória
Veja outros trechos da entrevista coletiva de Cacá:
Chance no Vitória
– Eu vejo como oportunidade da vida. Estou trabalhando muito para agarrar. É chegar para conquistar títulos, fazer história e ajudar a equipe.
Sistema defensivo do Vitória
– Cheguei para somar. Se eu tiver em campo ou não, quero estar sempre somando. Cheguei para ajudar a equipe, os meus amigos da defesa. E também me cobrar e cobrar eles. A gente olha muito a defesa, mas também tem que olhar outras coisas. Cobrar do meia, do volante, do lateral, para que a zaga tenha segurança também. Às vezes, uma falta de atenção no meio ou na lateral estoura na defesa. Estou aqui para compartilhar minha experiência e também para ouvir.
Acerto com o Vitória e primeiros contatos
– No Corinthians tem jogador que tem amigos aqui, que passou pela cidade. Me passaram do estilo de vida aqui, que é muito bom, que a torcida é barril. Foi o Raniele, que é baiano, que me disse isso.
– Algumas equipes [demonstraram interesse na contratação], o Athletico, que foi por onde passei, não deu certo. Foi antes do Vitória. Depois apareceu o Santos. A minha escolha de vir para cá foi pelo tanto que a instituição está organizada. A minha escolha foi basicamente isso.
Cacá no desembarque para defender o Vitória
Costta Filho
Formação como atleta e objetivos no Vitória
– Passei por várias equipes, fiz minha base toda na Cruzeiro. Passei por Athletico, Corinthians. Quando vinha jogar aqui era muito difícil, ainda mais com a torcida. Hoje tenho o prazer de estar do lado de cá. Toda equipe que chego eu tenho o sonho de fazer história, ganhar títulos. Foi assim no Cruzeiro e Corinthians.
Ritmo de jogo
Jogo em qualquer lugar que o treinador pedir. Tem bastante tempo que jogo pelo lado esquerdo, estou acostumado. Foi assim na minha passagem pelo Corinthians. Não é preferência, mas costume. Também jogo pela direita. É o que precisar. Fisicamente estou bem, me cuido bastante. Nunca tive lesão muscular. Minha lesão foi de quebrar a perna duas vezes, sendo uma como criança. Já quebrei a costela também. Agora, lesão muscular, eu nunca tive.
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