Regime do Irã está ‘enfraquecido, mas aparenta estar intacto’, diz diretora do governo Trump
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O governo do Irã foi enfraquecido, mas parece estar intacto e Teerã continua capaz de atacar os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados no Oriente Médio, disse nesta quarta-feira (18) a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard.
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A declaração foi dada em seu discurso na abertura da audiência anual do Comitê de Inteligência do Senado sobre Ameaças Globais aos Estados Unidos, que deve se concentrar em debates sobre a guerra com o Irã , que já dura três semanas e divide opiniões entre os parlamentares.
“O regime no Irã parece estar intacto, mas em grande parte enfraquecido pela Operação Epic Fury. Mesmo assim, o Irã e seus parceiros continuam capazes de atacar interesses dos EUA e de seus aliados no Oriente Médio e continuam a fazê-lo. Se um regime hostil sobreviver, buscará iniciar um esforço de anos para reconstruir suas forças de mísseis e drones”, disse ela.
Tulsi Gabbard
Michael Wyke/AP
Tulsi Gabbard trabalhava em conjunto com Joe Kent, chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo que renunciou a seu cargo nesta terça-feira (16) por causa da guerra. Ele alegou que “o Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação” para tomar a decisão.
Nesta quarta-feira, ao ser questionada sobre o atual estado do programa nuclear iraniano, ela reafirmou que ele foi destruído nos ataques conjuntos dos EUA e de Israel em junho, e que Washington não viu nenhum esforço de Teerã, desde então, para reconstruir sua capacidade de enriquecimento.
Chanceler iraniano diz que Irã possui estrutura estável
Mais cedo, nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia se gabado da estabilidade do regime iraniano. Afirmou que a morte Ali Larijani, líder efetivo desde o início da guerra, não desestabilizará o sistema político de Teerã.
“Não sei por que os americanos e os israelenses ainda não entenderam este ponto: a República Islâmica do Irã possui uma estrutura política forte, com instituições políticas, econômicas e sociais estabelecidas. (…) A presença ou ausência de um único indivíduo não afeta essa estrutura”, disse Abbas Araqchi.
A declaração ocorreu em entrevista para o jornal “Al Jazeera”, conglomerado catari que cobre o Oriente Médio, após Larijani ter sido assassinado por um bombardeio israelense na noite de segunda-feira. A morte dele foi confirmada pelo regime do Irã apenas no final da tarde de terça-feira, no horário de Brasília.
Segundo Araqchi, foi assim na morte do líder supremo Ali Khamenei e seguirá dessa maneira agora com Larijani. “Se o ministro das Relações Exteriores viesse a ser morto, inevitavelmente haveria outra pessoa para ocupar o cargo”, acrescentou, em referência a ele mesmo. A fala remete a uma decisão de Khamenei antes do conflito, de nomear múltiplas camadas de sucessão para cargos-chave do regime.
O chanceler iraniano também falou à “Al Jazeera” sobre o Estreito de Ormuz, vital rota do petróleo mundial que foi fechada pelo Irã no início da guerra. Ele disse acreditar que, após o fim do conflito, os países banhados pelo Golfo Pérsico —incluindo o Irã e nações árabes— deveriam elaborar um novo protocolo para o estreito para garantir uma passagem segura dos navios e sob condições alinhadas aos interesses dos países da região.
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