Trump assina decreto endurecendo regras para votar pelo correio, mas usou método na semana passada
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 24 de março de 2026
REUTERS/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (31) um decreto para endurecer regras do voto pelo correio no país, determinando que o governo federal crie uma lista de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada Estado.
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O texto prevê que cédulas de votação por correio sejam enviadas apenas a eleitores incluídos nas listas estaduais de voto por correspondência e exige o uso de envelopes considerados seguros, com códigos de barras individuais para rastreamento.
Especialistas avaliam que qualquer tentativa de impor mudanças aos sistemas eleitorais, administrados pelos Estados, deve enfrentar contestação judicial imediata.
Há anos, Trump sustenta, sem provas, que a derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada.
O presidente também defende regras mais rígidas para o voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato de novembro, quando o Partido Republicano tentará manter as estreitas maiorias no Congresso.
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Apesar das críticas ao modelo, Trump votou pelo correio em uma eleição especial na Flórida na semana passada. Questionado, afirmou que utilizou o método porque é presidente e tinha “muitas coisas diferentes” para fazer.
O presidente já havia usado decretos para orientar agências federais a auxiliar Estados na verificação da cidadania de eleitores e tentou impedir a contagem de cédulas recebidas após o dia da eleição — procedimentos tradicionalmente definidos pelos próprios Estados.
Atualmente, Trump vem pressionando o Congresso para aprovar uma lei que para obrigar eleitores a apresentarem documentos que comprovem a cidadania americana no momento da votação.
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