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UTS Rio: torneio de tênis em julho terá torcida liberada, “sets” de 8 min e carta bônus

UTS Rio: torneio de tênis em julho terá torcida liberada, “sets” de 8 min e carta bônus

O Rio de Janeiro já recebe há 12 anos o maior torneio de tênis da América do Sul, o Rio Open. Em 2026, a cidade – mais precisamente o Ginásio do Maracanãzinho, na Zona Norte – receberá uma etapa do Ultimate Tennis Showdown (UTS). Idealizado pelo francês, Patrick Mouratoglou, a competição conta com fases em nove países, além de seguir regras distintas das adotadas pelo circuito da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Mesmo não integrando o circuito profissional, o atual nº 6 do ranking da ATP, Alex de Minaur, e o top 16, Andrey Rublev, são os maiores vencedores, cada um com dois títulos.
Entre 16 e 18 de julho, o UTS Rio promete reunir grandes nomes da atualidade do tênis – nenhum ainda foi divulgado – na primeira etapa da história a ser realizada na América do Sul, com cerca de 11 espectadores por dia, liberados para torcer durante a disputa dos pontos. Mouratoglou – que treinou Serena Williams, Holger Rune e Grigor Dimitrov – esteve no Rio de Janeiro em fevereiro e, em conjunto com representantes do Governo do Estado, definiu os últimos detalhes.
O atual nº 6 do ranking da ATP, Alex de Minaur, foi o campeão da última etapa, realizada em dezembro de 2025
UTS
O UTS foi criado em 2020 e no decorrer das edições reuniu, de acordo com a organização, dois terços do Top 20 do ranking mundial, em Los Angeles (EUA), Frankfurt (ALE), Londres (ING), Oslo (NOR), Nova Iorque (EUA), Guadalajara (MEX), Nîmes (FRA) e Hong Kong (CHN).
O último título, realizado em dezembro na Inglaterra, foi conquistado pelo australiano Alex de Minaur. Ele superou o 12º melhor do mundo, o norueguês Casper Ruud. Naquela edição, participaram vencedores de três Masters 1000, 60 títulos do circuito da ATP, três vice-campeonatos de Grand Slams e duas medalhas de ouro olímpicas.
Neste ano, a temporada começa em abril, na Arena de Nîmes, na França, quando Ruud vai defender o título. O canadense Félix Auger-Aliassime (8º) e o cazaque Alexander Bublik (11º) são outro nomes confirmados.
Quatro quartos de oito minutos, torcida liberada, carta bônus e treinadores com microfone
São diversas as diferenças entre uma partida realizada no UTS Tour e em jogos do circuito ATP. Entre elas, uma está relacionada à uma característica do torcedor brasileiro, que em algumas ocasiões não agrada participantes do Rio Open por ser tão ativo no decorrer das disputas. No UTS, é liberada a manifestação do público, que não precisa ficar em silêncio em nenhum momento do jogo.
A partida em si é dividida em quatro quartos de oito minutos cada, reduzindo consideravelmente o tempo da partida, se comparado a um jogo convencional. Cada ponto conta como um. Quando o tempo termina, inicia a fase “quarter points”, em que o líder até aquele momento ganha uma vantagem: precisa marcar apenas mais um ponto para vencer a partida.
Treinadores usam microfones e podem ser consultados durante a partida. Botão no meio da quadra aciona carta bônus
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Também é prevista uma parada de três minutos ao fim de cada parcial. Ganha quem vencer pelo menos três parciais. Se houver empate, um quinto quarto será jogado em formato de “morte súbita”, em que o primeiro tenista a marcar dois pontos consecutivos vence.
As regras do UTS ainda preveem que os tenistas iniciem a partida assim que entrarem em quadra, sem aquecimento; não existe segundo serviço, o que limita os aces e aumenta a duração dos pontos; toque na rede não é considerado; e o aconselhamento dos treinadores, que usam microfones durante a partida.
Outra importante distinção é a carta bônus, com o poder de multiplicar o próximo ponto marcado por três. Cada jogador recebe uma por quarto e, se quiser usá-la, deve acionar um botão no meio da quadra.
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