Veríssimo chama Santos de casa e explica saída conturbada em 2021: “Jamais pedi para não jogar”
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Aos 30 anos, Lucas Veríssimo está de volta ao Santos, agora, segundo ele, mais “dedicado e maduro”. O defensor foi apresentado nesta terça-feira, na sala de imprensa da Vila Belmiro, com a camisa 4 alvinegra, e relembrou a conturbada saída do clube em 2021, quando foi negociado com o Benfica.
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Embora não tenha entrado em muitos detalhes sobre a saída, Veríssimo foi perguntado mais de uma vez sobre ter deixado o clube para o futebol português depois de uma série de negociações frustradas ao longo de sua passagem pelo clube. Ele negou ter pedido à época ao técnico Cuca para não jogar.
– Na verdade, ocorreram várias coisas comigo aqui dentro em termos de propostas e promessas não cumpridas em relação a mim. Não é um tema que gostaria de tocar hoje, que tem que vir à tona. O torcedor tem que entender que jamais pedi para não jogar. Teve um desentendimento por conta disso. Quando se fala algo tem que cumprir e não se cumpriu. Depois as coisas correram bem. Fiz um baita jogo naquele dia e chegamos na final da Libertadores, que eu não quero nem lembrar porque vocês sabem – disse Veríssimo, sobre o vice-campeonato da Libertadores de 2020.
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Lucas Veríssimo vestiu a camisa do Santos nesta terça-feira
Bruno Gutierrez
Apresentado por Alex, zagueiro campeão brasileiro com o Santos em 2002 e 2004, Veríssimo disse ter tido sondagens de outros clubes, mas chamou o Alvinegro de “casa” para justificar sua escolha. O Peixe vai desembolsar R$ 24,4 milhões para ficar com o defensor por três temporadas.
– Realmente, tiveram conversas, outros clubes interessados. Isso é bom para o atleta, mas o Santos é minha casa. Meus filhos nasceram aqui, eu cresci aqui. Temos uma história aqui dentro e quero dar uma continuidade e, grande como o Santos é, com títulos. Essa é minha intenção. Pelo que vimos não teve ponto final minha história aqui. Estou muito feliz que o Santos me abriu as portas. Espero continuar fazendo história que foi interrompida por uma venda. Posso dizer ao torcedor que sou o mesmo atleta de antes, mais experiente e dedicado. Vou me doar sempre pelo Santos.
Veríssimo pertencia ao Al Duhail, do Catar, e morava em Doha. O jogador, porém, estava emprestado ao Al-Wakrah. Com o início da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, os jogos foram suspensos e o zagueiro passou a treinar sozinho em sua casa até voltar ao Brasil.
– Estou pronto, sim. Vinha jogando, estava com ritmo. Conversei com o professor sobre esse tema. Teve uma guerra, uma pausa longa, onde continuei trabalhando. Se depender da vontade, eu estou com muita. Deixa para eles decidir se eu estou 100% para ajudar ou não – encerrou.
Confira as respostas de Lucas Veríssimo:
Problemas com bola aérea
– Isso é treino. Temos bons jogadores, uma boa equipe. Estou vindo para somar. SEmpre tive uma bola aérea bola e melhorei ao longo dos anos. Futebol não pode estagnar, tem que melhorar. Venho para ajudar, seja se for com 1%. Estou aqui para isso.
Linha de três e parceria com Luan Peres
– Já joguei em linha de três, de quatro ou cinco defensores, já fiz lateral aqui em Santos. Em várias funções. Independente disso, temos que nos adaptar e ajudar ao Santos. Tenho proximidade com o Luan, conversei bastante com ele. Com outros jogadores que já joguei na base. Bom reencontrar eles, ver eles mais maduros. Mas a cabeça é em ajudar o Santos e a brigar lá em cima.
– Nos conhecemos muito bem, nos entendemos. É um grande jogador. Voltou mais maduro, assim como eu. Se for pra jogar com ele, ele jogar com o Zé, eu jogar com o Zé ou com Adonis. Quem for jogar tem que pensar em ajudar ao Santos. Temos números bons, vivemos momentos bons. Temos que evoluir o mais rápido possível. Uma defesa sólida ajuda a equipe.
Lucas Veríssimo antes de jogo do Santos contra o Corinthians
Raul Baretta/ Santos FC
Rotina no Catar
– Durante esse período estive em contato com o Luis, preparador físico. Ele acompanhou meus treinos individuais no Catar. Ele sabe das minhas condições, como estou. Tem que deixar para o professor se ele acha que posso ajudar a equipe. Em relação a guerra, passamos dias complicados, difíceis. Uma situação inusitada que não desejo para ninguém. Dias de apreensão, sem saber quando poderíamos voltar. Iniciamos a negociação dois dias antes da guerra começar. A guerra só foi um ponto a mais para querer 100%. Estamos nos sentindo acolhidos, seguros. Agora é dar sequência no trabalho.
Número baixo de jogos no Catar
– Estamos de volta a loucura de jogos. É bom. Loucurinha boa. Lá são jogos semanais, poucos jogos e poucas equipes. Estava com ritmo de jogo. O que quebrou foi esse período individual. Me sinto bem, fiz treinos com a equipe. Agora vai do feeling do professor saber como posso ajudar a ele.
– Volto maduro, experiente, com aprendizado do futebol e para ajudar ao Santos.
Catar e crítica ao gramado da Vila
– Acho que cada um tem seu perfil. Tive em clube grande em Portugal. Equipes menores vinham fechadas e nós só atacávamos. Contra times grandes mudava a postura. Portugal é isso. E muito a parte tática também. Catar é mais contra-ataque e correria. Eles estão trazendo estrangeiros para melhorar a liga. Estão conseguindo, mas tem chão pela frente. Não sei como ficará com a situação. Mas é um futebol de transição. O futebol brasileiro é bem jogado. Se tiver um gramado bom. A Vila Belmiro estava com um gramado em condições que nunca vi aqui dentro. Isso é um ponto essencial no futebol.
Energia do Santos
– Sentir a energia da Vila como no clássico é muito bom. Bom estar de volta onde cresci e amadureci como jogador e homem. Você estar e jogar com jogadores desse nível facilita o futebol. Não vejo a hora de estar em campo com eles. Eu só quero estar aqui para ajudar.
Lesões
– Não vem me agourar não (risos). De lá pra cá não tive lesões. Já me cuidava e após ela me cuidei muito mais. Uma lesão ligamentar complica para o atleta. Nesse último jogo senti muito porque é um menino novo, com convocação para a seleção. Que ele fique em paz porque irá voltar num nível muito melhor. Tive isso na minha cabeça. Ou parava e estagnava, ou trabalhava e voltava melhor. Essa foi a minha intenção e eu consegui. Não consegui ter muitos minutos no Benfica, mas voltei bem e de lá pra cá fisicamente, se não estou melhor, estou no mesmo nível.
Raízes em Santos
– Meu padrinho tinha esse sonho e eu consegui realizar. Que Deus o tenha. Acho que ele está lá feliz pela minha volta. Estou muito feliz de estar de volta em casa. Temos raízes aqui. Meus filhos nasceram aqui, os avós estão aqui. É muito bom. Já tinha o desejo de voltar e após a guerra, só aumentou. Quero reeditar tudo que fiz antes e ser feliz aqui dentro como fui antes. Estou muito feliz de estar aqui com a minha família, a salvo e no Santos Futebol Clube.
Objetivo na carreira
– Primeiro é jogar no Santos, fazer um bom papel e depois as coisas acontecem. Tem que pensar em ajudar ao Santos. O Santos vem de anos que não vem tão bem e não está acostumado. Quando estava aqui, nos anos anteriores, o Santos sempre brigou por títulos. Acho que é isso, é voltar a brigar lá em cima e as coisas vão acontecendo.
Jovens talentos no Santos
– Já pude treinar com eles. Vejo que tem cabeça boa. Isso é o principal. Ter paciência, trabalhar e ser resiliente. Quando aparecer a oportunidade, se não tiver concentrado, pode se atrapalhar. A mensagem é continuar trabalhando que quando surgir a oportunidade eles vão agarrar porque são zagueiros brilhantes.
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