Adolescente é sequestrada e tem rosto desfigurado após agressões de namorado no Ceará
Adolescente é sequestrada e tem rosto desfigurado após agressões de namorado no Ceará.
Reprodução
Uma adolescente de 17 anos foi encontrada nesta segunda-feira (27) com o rosto desfigurado após ser agredida e sequestrada pelo namorado na zona rural de Itatira, no interior do Ceará. Ela passou um dia e meio em cativeiro em uma região de mata do município. O suspeito, de 24 anos, está foragido.
Na madrugada de domingo (26), vizinhos ouviram a jovem sendo agredida e pedindo socorro. Segundo a irmã da vítima, Fabrícia Benevinuto, as agressões começaram por uma crise de ciúmes do namorado. A jovem foi atacada com facadas, socos e pauladas em várias partes do corpo.
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O g1 entrou em contato com a Polícia Civil sobre o caso e aguarda resposta. O suspeito segue foragido até a publicação desta reportagem.
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Ao chegarem à casa, vizinhos encontraram muito sangue, mas o casal não estava no local. A polícia e a população iniciaram as buscas pela jovem no município.
Nesta segunda, a família recebeu a informação de que uma moto, reconhecida como a do suspeito, foi abandonada na localidade de Poço Verde. A vítima estava sendo mantida em cativeiro na mata daquela região.
Segundo o relato da adolescente à irmã, o agressor percebeu a movimentação de policiais e populares que os procuravam. A família acredita que, por isso, ele decidiu liberá-la.
“O que ela conseguiu relatar é que o tempo todo ele estava dentro do mato com ela. Que ele viu a polícia, que ele viu todo mundo procurando. Aí, ele se deu conta que estava ficando uma situação grave”, disse a irmã.
Ameaça de morte
O suspeito estava com o celular da vítima e o manteve desligado para evitar o rastreamento. Fabrícia contou que ele só ligou o aparelho quando percebeu o aumento das buscas. Nesse momento, ela conseguiu falar com o agressor.
“Eu perguntei para ele o que ele tinha feito com a minha irmã, pedi para ele devolver a minha irmã viva ou morta. A princípio, a gente já esperava o pior”, comentou.
“Ele falou para mim que ia matar ela, que ia terminar de matar ela. Ele foi bem debochado a todo momento. Ele riu da situação, fez pouco caso”, relatou Fabrícia.
Na ligação, o suspeito colocou a vítima para falar com a irmã, mas, devido aos ferimentos no rosto, a jovem mal conseguia se comunicar. Após as ameaças, ele indicou um local onde a deixaria. A adolescente foi encontrada por um morador, e o suspeito fugiu.
Histórico de violência
A adolescente conheceu o suspeito no começo de 2025 e já havia sido agredida por ele em março do mesmo ano. Na época, segundo a irmã, ela foi impedida de sair de casa por três dias, até que as marcas da agressão diminuíssem.
Após o primeiro episódio de violência, a família se mudou para Sorocaba (SP). Seis meses depois, a adolescente pediu para voltar ao Ceará, alegando saudades da avó e das amigas. Ao retornar, no entanto, ela reatou o relacionamento e passou a morar com o agressor.
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