Alvo de protesto no Náutico, Hélio diz: “Em 42 anos de bola, nunca dei abertura para organizada”
Hélio fala sobre protesto no Náutico: “Em 42 anos de bola, nunca dei abertura para torcida organizada”
O técnico Hélio dos Anjos comentou nesta sexta-feira o protesto realizado por torcedores durante a semana no CT do Náutico, em que foi um dos alvos diretos. O treinador reforçou sua postura ao longo da carreira: manter distância de torcidas organizadas e focar exclusivamente no trabalho dentro do clube.
+ ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Náutico no WhatsApp
+ Veja mais notícias do Náutico no ge
Sem entrar no mérito da manifestação, Hélio destacou que não cabe a ele julgar o comportamento do torcedor, mas fez questão de diferenciar perfis. Segundo ele , sua relação é próxima do chamado “torcedor comum”.
– Eu não tenho que julgar comportamento de torcedor (…) Agora, eu sou muito do torcedor comum. Esse torcedor, eu gosto de dar satisfação. Se eu encontro na rua, se eu encontro em qualquer ambiente, bato papo, falo do meu time, falo do momento – iniciou Hélio.
Ao abordar diretamente o protesto, o técnico foi enfático ao afirmar que nunca abriu espaço para qualquer tipo de invasão de torcida organizada a seus treinos.
“Torcedor tido como de torcida organizada… E eu não posso nem citar, porque eu não posso confirmar que era torcida organizada. Eu tenho até um orgulho. Eu tenho 42 anos de bola, eu nunca dei abertura para torcida organizada. E não dou.”
+ Organizada do Náutico protesta na frente do CT do clube: “Fora, Hélio”
Hélio dos Anjos, técnico do Náutico, em entrevista no CT Wilson Campos
Rafael Vieira/CNC
Hélio também criticou episódios recentes no futebol brasileiro em que membros de organizadas participam de reuniões com jogadores e comissão técnica, classificando a situação como inaceitável. Citou sem citar nome o ocorrido no CRB, no dia 17.
“Você nunca vai ver trabalho de Hélio dos Anjos com um torcedor de torcida organizada, dando palestra, colocando o dedo na cara de jogador. Eu tenho que cuidar do meu trabalho, e os jogadores e os funcionários que trabalham comigo diretamente, eu cuido deles. Eu cuido constantemente deles. Então, não vai ter. E o clube me apoia nesse sentido.”
– Esses dias, agora, eu vi aqui em um clube vizinho. Você entende? Em um clube aqui de Alagoas. Dentro do CT, os caras dando de dedo e comandando uma palestra com o executivo na frente, com as pessoas na frente. Rapaz, eu tenho vergonha de ver isso como profissional. E não resolve.
Jogadores do Náutico são recebidos com protestos da torcida no CT
O treinador reforçou que o foco deve estar no trabalho e na busca por evolução, especialmente após resultados negativos recentes – como duas derrotas em casa que aumentaram a pressão sobre a equipe.
“Ninguém está satisfeito com duas derrotas (…) O que resolve? Trabalho, consistência naquilo que a gente quer fazer.”
Apesar do protesto, Hélio minimizou o impacto da manifestação no dia a dia do clube, destacando que situações semelhantes já ocorreram e não interferiram no andamento do trabalho.
– Já aconteceu esse tipo de protesto. Pelo que me falaram, não tinha 15 pessoas. Mas representa. Um representa. Agora, desde que seja uma coisa bem pautada, aí não tem problema. Nós tivemos um protesto no ano passado, depois de duas partidas sem ganhar no quadrangular final. Não alterou nada a nossa vida.
Membros da organizada do Náutico pedem a saída do técnico Hélio dos Anjos.
Mavian Barbosa/ge
O técnico também foi firme ao estabelecer limites quanto à abordagem pessoal.
“Se eu me sentir inseguro, eu tenho capacidade de buscar minha segurança. A única coisa que eu não aceito é querer se aproximar de mim. Querer essa história de que ‘vou bater’. Isso eu não dependo do clube. Isso eu me protejo da minha forma, do meu jeito. E faz parte. São 42 anos que eu pressiono a minha vida. E vou continuar pressionando, independente do lugar que eu trabalhe.”
+ Compre já seus ingressos para os jogos do Náutico
🎙️ Ouça o podcast Embolada 🎧
Assista: tudo sobre o Náutico no ge, na Globo e no sportv geRead More


