Análise: Botafogo vence primeiro clássico em 2026 e mostra erros e acertos a novo treinador
Todos os gols de Vasco vs Botafogo
A vitória de virada Botafogo por 2 a 1 em cima do Vasco, em São Januário, marcou a passagem de bastão de Rodrigo Bellão para Franclim Carvalho. A partir de segunda-feira, o time estará sob nova direção e precisa consertar alguns erros em um calendário sem brechas até a Copa do Mundo.
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Foi o sexto clássico do Botafogo no ano e quis o destino que o técnico interino conquistasse a primeira vitória. Além disso, Bellão quebrou outro tabu: a primeira vitória da era SAF em São Januário. São duas vitórias consecutivas, algo que não acontecia desde fevereiro quando venceu o Boavista (com time misto) e o Nacional Potosí.
Bellão comemora | Vasco x Botafogo – Brasileirão 2026
André Durão
A era sob o comando de Franclim Carvalho, que chega ao Botafogo para ser o nono técnico desde que John Textor assumiu o clube, começa na segunda-feira. Uma aposta atrelada ao saudosismo, já que o novo técnico era auxiliar de Artur Jorge nas conquistas da Libertadores e da Copa do Brasil. Ele esteve em São Januário para assistir ao clássico.
O Botafogo ainda tem, além dos problemas dentro de campo, uma missão adicional para o seu novo treinador: controlar os ânimos fora de campo e blindar o elenco de uma gestão que semana após semana protagoniza um novo capítulo que aumenta a instabilidade do clube nesta temporada.
Ambiente controlado
Levando em consideração os 45 minutos iniciais da partida contra o Vasco é possível dizer que Franclim Carvalho terá trabalho para fazer ajustes a um Botafogo que se desconfigurou durante a passagem de Anselmi e ganhou ares de esperança nos poucos jogos com Bellão.
Ofensivamente falando, foram oito finalizações (cinco no alvo) para uma análise de que o Botafogo precisa ser mais assertivo na tomada de decisão no terço final do campo, além de calibrar a pontaria. Foi assim nos chutes de Matheus Martins (três vezes), Júnior Santos e Edenílson, que pararam nas defesas em grande dificuldade de Léo Jardim.
Defensivamente, mesmo diante de um adversário embalado por uma boa sequência sob comando de Renato Gaúcho, o Botafogo não sofreu ou esteve próximo de sofrer gol. Apesar disso, o Vasco não encontrou muito trabalho para conseguir invadir a área.
A última escalação do Botafogo antes de Franclim Carvalho assumir o comando técnico teve: Raul; Vitinho, Ferraresi, Barboza e Alex Telles; Allan, Edenilson e Danilo; Matheus Martins, Junior Santos e Arthur Cabral.
A formação permitiu ao Botafogo jogar de maneira reativa, algo que pouco foi rotina durante a temporada. Enquanto deu campo e esperou o Vasco tomar a atitude, conseguiu nos contra-ataques construir boas chances que acabaram parando em defesas do goleiro ou foram desperdiçadas por falta de atenção.
Susto e virada com golaço
O Botafogo voltou para o segundo tempo com uma mudança: Alex Telles, que sentiu problema na perna esquerda durante toda a etapa inicial, deu lugar a Caio Roque.
E, ao contrário do primeiro tempo, o Botafogo sofreu. Foi um segundo tempo mais aberto, com boas chegadas em velocidade do Vasco e com o time alvinegro com dificuldade em conseguir levar vantagem na segunda bola e sendo pressionado no campo de defesa.
A segunda mudança do Botafogo foi Villalba no lugar de Júnior Santos. No minuto seguinte, o Vasco abriu o placar.
Vasco x Botafogo Matheus Martins gol
Jorge Rodrigues/AGIF
Após chute cruzado de Puma, David apareceu na segunda trave, livre de marcação, para tocar para colocar o Vasco em vantagem. Na origem da jogada, novamente o Botafogo não conseguiu bloquear o ataque adversário na entrada da área, permitindo que a jogada seguisse até terminar em gol.
Pouco tempo depois, o Botafogo conseguiu o empate. Caio Roque descolou cruzamento na segunda trave, a bola quicou dentro da área e ajudou Villalba, livre de marcação, a cabecear e encobrir Léo Jardim, que não conseguiu evitar o empate.
Logo após empatar o jogo, o Botafogo mexeu mais duas vezes: Montoro e Kadir nos lugares de Arthur Cabral e Edenílson. Quando o jogo parecia ter esfriado, coube a Matheus Martins colocar fogo. Em jogada individual, o atacante costurou a defesa, abriu espaço na entrada da área e acertou um belo chute para marcar um golaço, o da virada do Botafogo.
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A última mexida de Bellão foi a saída de Allan, sentindo desgaste físico, para a entrada de Newton Jr. Nos minutos finais, apesar de alguns sustos logo após a virada, o Botafogo conseguiu controlar a pressão do Vasco para vencer o primeiro clássico no ano e o rival em São Januário depois de quatro anos.
O próximo compromisso do Botafogo é o capítulo inicial de uma nova fase. Na quinta, o BotafogoUL enfrenta o Caracas, no Nilton Santos, na estreia da fase de grupos da Sul-Americanica. E, agora, é tempo de Franclim Carvalho.
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