Análise: Coritiba prova força fora de casa, mas deixa escapar chance de “matar o jogo” contra o Botafogo
Botafogo x Coritiba | Melhores momentos | 11ª rodada | Brasileirão 2026
O empate conquistado diante do Botafogo, no Rio de Janeiro, carrega um peso que vai além de um ponto na tabela de classificação da Série A, reafirmando o Coritiba como um visitante indigesto, mas que poderia ter sido melhor.
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São agora cinco partidas consecutivas sem saber o que é derrota longe do Couto Pereira — um aproveitamento digno de quem pretende brigar no pelotão de cima e que evidencia a dificuldade que os adversários encontram para superar o time de Fernando Seabra.
O roteiro da partida começou favorável e premiou uma estratégia bem executada na etapa inicial. Com a defesa bem armada e pouca exposição, o Coritiba controlou as ações e encontrou o caminho das redes no contra-ataque.
Após um desarme cirúrgico de Sebastián Gómez, a transição rápida passou pelos pés de Josué e terminou na eficiência de Breno Lopes, que não perdoou.
No entanto, o placar magro do primeiro tempo não traduziu o volume de jogo do Coxa. Com dez finalizações, o time pecou por não ser fatal e “matar o confronto” quando teve as chances claras para encaminhar uma vitória tranquila.
Botafogo x Coritiba | Gols | 11ª rodada | Brasileirão 2026
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A postura mudou no segundo tempo, refletindo um comportamento que o próprio Seabra admitiu em coletiva: o time abriu mão de jogar. A hesitação em mexer para reequilibrar o meio-campo permitiu que o Botafogo, impulsionado pelas trocas, crescesse e empurrasse o Coritiba para trás.
O gol de Danilo e a virada anotada por Arthur Cabral — em um raro vacilo coletivo da retaguarda — pareciam desenhar uma punição severa para quem recuou demais. Naquele momento, o fôlego parecia ter acabado, e a pressão carioca sugeria um desfecho amargo para o torcedor do Coxa.
Lavega marca o gol de empate do Coritiba diante do Botafogo
JP Pacheco – Coritiba
Contudo, a principal virtude deste grupo voltou a aparecer no momento de maior adversidade. Sem se abater pelo placar adverso, o Coritiba retomou sua identidade e buscou o empate na base da construção coletiva.
Saindo por baixo, com a bola de pé em pé, o time encontrou o segundo gol com passe de Renato Marques e arremate de Lavega, selando o terceiro empate seguido contra rivais do Rio de Janeiro.
Embora o gosto de “poderia ser melhor” permaneça devido ao excelente primeiro tempo, o ponto trazido na bagagem deve ser celebrado pela capacidade de reação fora de casa que sustenta a confiança para a sequência da Série A.
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