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Análise: derrota do Grêmio na Sul-Americana coloca Luís Castro contra a parede

Análise: derrota do Grêmio na Sul-Americana coloca Luís Castro contra a parede

Luís Castro ficou contra a parede no Grêmio após a derrota para o Montevideo City Torque às vésperas do Gre-Nal 452. O Tricolor fez uma partida assustadora no Uruguai e saiu derrotado por 1 a 0. O resultado é apenas a ponta de um iceberg gerado pela sequência de más atuações.
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Após empatar em casa com o Remo, com um jogador a mais, no último domingo, o Grêmio conseguiu regredir na estreia da Sul-Americana. Luís Castro poupou quatro titulares da viagem (Carlos Vinicius, Gustavo Martins, Viery e Pavon), mesmo assim a equipe não poderia se dar ao luxo de jogar tão pouco diante do frágil City Torque.
Foram apenas dois chutes no alvo. Braithwaite, no primeiro tempo, e André Henrique, na etapa final, pararam no goleiro Torgnascioli. Contudo, o empate, se viesse, não iria mascarar a falta de organização e de qualquer brilho técnico.
Luís Castro e auxiliares na derrota do Grêmio na estreia da Sul-Americana
EFE/ Gastón Britos
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“Pior jogo da temporada” e “preocupante” foram algumas da expressões utilizadas por Luís Castro para descrever a partida. É preciso concordar com o treinador. Mas está na hora de ir além da boa análise do jogo e entregar as soluções.
Ao longo do Gauchão, Luís Castro conseguiu encontrar alternativas quando peças consideradas titulares não corresponderam. Assim, levou o Tricolor ao título. O português também tem méritos em alcançar a taça com diversos jovens da base no grupo.
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Porém, desde a final, o trabalho derrete rodada após rodada: são sete jogos após a decisão do estadual, com apenas uma vitória, três empates e três derrotas. O Gre-Nal do próximo sábado, no Beira-Rio, é fundamental para o treinador mostrar que consegue novamente encontrar as saídas em um momento de dificuldade.
Quando todas as individualidades sucumbem, os holofotes viram-se naturalmente para o comandante. Com o português, o Grêmio chegou a 46% de aproveitamento. O argentino Gustavo Quinteros, quando demitido no ano passado, tinha 53,7%.
Pesou contra ele, claro, a perda do Gauchão para o rival, justamente o que agora dá mais fôlego a Luís Castro. Mano Menezes encerrou o trabalho em dezembro também com 46% de aproveitamento e não teve os jogos do estadual para inflar o índice.
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