Análise: Mirassol carrega feridas do Brasileirão, sofre pane e não faz frente à LDU
LDU 2 x 0 Mirassol | Melhores Momentos | Conmebol Libertadores 2026
O relógio marcava 21h nos ponteiros de Quito e 23h em Brasília. Era a primeira vez que a bola rolava para o Mirassol em um jogo fora do Brasil. O palco era a imponente Casa Blanca, lugar de duras derrotas brasileiras.
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A sensação de feito histórico, porém, foi rapidamente substituída por ansiedade e medo. O Leão sentiu a pressão e não conseguiu ser sombra daquele caçula que surpreendeu o país pela coragem no Brasileirão 2025.
O ano mudou e os louros viraram feridas: eliminação na primeira fase do Paulistão e lanterna da Série A. Foi com essas cicatrizes que o Mirassol começou o jogo contra a LDU.
Negueba, do Mirassol, em ação conta a LDU, pela Libertadores
Pedro Zacchi/Agência Mirassol
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Tudo piorou aos cinco minutos, quando um gol, aparentemente, irregular, foi validado pela fraca arbitragem sul-americana.
Com uma flagrante falta de confiança, o Leão mal conseguia trocar dez passes e, muito menos, passar da linha do meio-campo. Mesmo perdendo, tentou picar levemente o jogo para evitar uma goleada.
Aos 21 minutos, na parada para a hidratação, Guanaes deu uma bronca daquelas e falou o que todos viam: o time tinha medo e apenas Eduardo dava as caras.
O que era ruim, ficou péssimo aos 33 minutos. Walter não conseguiu pegar uma bola defensável e o placar se tornou irreversível.
Muito além do marcador, a postura era desanimadora. Parecia não haver forças, e a torcida dos mirassolenses era para que aquele primeiro tempo acabasse logo. Foram 11 finalizações da Liga contra apenas uma (travada) dos brasileiros.
A segunda etapa melhorou com as boas alterações de Rafael Guanaes e a mudança de postura. O time amarelo e verde conseguiu competir no segundo tempo e equilibrou as ações, mesmo com um leve predomínio dos equatorianos.
LDU x Mirassol pela Libertadores
Pedro Zacchi/Agência Mirassol
A LDU respeitou o Mirassol e passou a administrar o resultado. A arbitragem voltou a mostrar sua incapacidade ao ser permissiva com a violenta entrada que machucou seriamente Negueba, que saiu de maca para o vestiário.
Pouco depois, quem recebeu cartão vermelho foi o zagueiro Lucas Oliveira, que deixou os visitantes com 10 em campo. Curiosamente, foi após esse momento que o Leão criou sua grande chance com Eduardo.
Ao final, o placar de 2 a 0 é totalmente normal para quase todos que visitam a LDU. Além da altitude de 2,8 mil metros, na segunda capital mais alta do mundo, há um bom time do outro lado, bem treinado por Tiago Nunes.
Os três últimos brasileiros que haviam visitado Casa Blanca, em 2025, perderam igual ou pior que o Mirassol: São Paulo e Botafogo também tomaram 2 a 0, enquanto o Palmeiras sofreu um 3 a 0 (que seria revertido na volta, no Allianz Parque).
Outro fator decisivo foram os sete desfalques, sendo três por lesão e os quatro poupados.
O Mirassol está vivendo um sonho e esse 14 de abril de 2026 é o dia que o clube chegou alto. Não só na altitude, mas disputando uma partida fora do país, no maior torneio do continente. Tudo isso, sendo um time de uma cidade de 65 mil habitantes, com pouca torcida e nenhum grande investidor.
A Libertadores 2026 é para o Mirassol desfrutar os louros do sucesso de 2025. Se classificar às oitavas, melhor ainda. Mas se não der, o feito de alcançar a América segue sendo enorme.
O grande objetivo da temporada é recolher os cacos do Brasileirão, voltar a ser o Mirassol de sempre e garantir a permanência na divisão. O Leão está longe de estar morto. Os maiores responsáveis pelo sucesso seguem no clube e é tempo de encontrar as respostas para voltar aos trilhos de uma vez por todas. Só há um remédio para isso: vencer para recuperar as boas energias. geRead More


