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Análise: “promessa” de Artur Jorge conduz Cruzeiro à vitória e dá indícios positivos para retomada

Análise: “promessa” de Artur Jorge conduz Cruzeiro à vitória e dá indícios positivos para retomada

Veja os melhores momentos de Cruzeiro 3 x 0 Vitória
Artur Jorge cumpriu a primeira “promessa” para levar o Cruzeiro ao triunfo no Campeonato Brasileiro. Em uma estreia com digitais claras e momentos empolgantes sob novo comando, o time bateu o Vitória por 3 a 0 e deu o passo inicial para se redimir na Série A.
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O português chegou a Belo Horizonte há uma semana. No aeroporto e na coletiva de apresentação, deu respostas curtas e diretas. Em uma delas, foi sincero ao avaliar momento: “Não vamos jogar da mesma forma”. E foi exatamente o que se viu no Mineirão.
A declaração do treinador deixou aberta a imaginação sobre mudanças em peças, no aspecto tático ou na postura. Os dois últimos fatores foram bastante alterados e conduziram o Cruzeiro aos três pontos.
O time foi mantido. A escalação, aliás, foi praticamente a mesma do interino Wesley Carvalho no empate de atuação xoxa contra o Santos. A única novidade foi Kauã Moraes, improvisado na esquerda por conta das convocações de Kaiki e Kauã Prates para as seleções principal e Sub-20.
Estreia de Artur Jorge tem jogo definido em seis minutos e tira Cruzeiro da lanterna
E essa manutenção de escalação mostra o quanto postura e definições táticas foram importantes. O Cruzeiro de Artur Jorge fez blitz no início do jogo e teve gol anulado logo aos quatro minutos. Superou momento de ansiedade e, antes de transferi-la às arquibancadas, marcou três gols em intervalo de seis minutos. Matou o jogo no primeiro tempo.
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Desde o princípio, o Cruzeiro foi intenso. Conseguiu roubadas no próprio campo, matou tentativas adversárias com faltas táticas e, raramente, foi lento com a bola nos pés. Com verticalidade, coragem para finalizar e boas movimentações coletivas, não deu chance de reação ao Vitória. Era assim o “prime” de um elenco quase igual no ano passado.
O meio-campo foi a alma do Cruzeiro, no Mineirão. Mantido mesmo com a volta de Lucas Romero, Matheus Henrique fez o melhor jogo do ano. Escalado para jogar ao lado dele, Gerson foi participativo e demonstrou que, mesmo Coringa, tem um habitat que parece mais natural. Matheus Pereira manteve o seu nível: ditou o ritmo e correu muito sem a bola.
O setor foi importante para deixar a defesa a zero. Laterais e zagueiros foram menos expostos e conseguiram nível melhor de atuação. Kauã Moraes se mostrou a escolha certa, e Fabrício Bruno ganhou praticamente todos os embates, por cima e por baixo.
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O zagueiro também foi soberano nas chegadas ao ataque. Aliás, a bola parada ofensiva foi incômoda para o adversário. Fabrício obrigou Lucas Arcanjo a fazer boa defesa e escorou para Kauã Moraes em gol anulado. Arma bem utilizada no passado recente e que estava perdida no primeiro trimestre da temporada.
Christian e Arroyo comemoram gol do Cruzeiro
Gilson Lobo/AGIF
Artur Jorge ainda tem caminho longo de recuperação no Brasileiro. Está conhecendo o elenco e tem muito a tirar de vários jogadores. Sem tempo para treinar, a boa notícia para o treinador é que o trabalho começou com vitória e vendo a manutenção de brilhos, que raramente se apagam desde o ano passado: Christian, Matheus Pereira e Kaio Jorge.
Assim, certamente, será mais fácil reencontrar o melhor de Fabrício Bruno, William, Matheus Henrique e Gerson, além de tentar que peças como o jovem Arroyo desabrochem no Cruzeiro. Foi só o primeiro passo, mas muito positivo.
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