Análise: repetição de escalações do Santa Cruz pode ser atalho para evolução
Santa Cruz busca ponto contra o Floresta, fora de casa
O técnico Claudinei Oliveira repetiu as escalações nas duas primeiras rodadas do Santa Cruz na Série C. Uma amostragem curta, mas que pode indicar um caminho para uma evolução mais rápida – e necessária – do Tricolor.
Em ambos os jogos, diante de Itabaiana e Floresta, o Santa foi a campo com: Gabriel Souza; Israel, Eurico, William Alves e Zé Mário; Pedro Favela, Wagner Balotelli e Régis; Ronald, Renato e Tiago Marques.
E repetir escalações é uma característica dos trabalhos de Claudinei Oliveira, na avaliação do comentarista Cabral Neto.
– É algo que ele costuma fazer mesmo, dar jogo, buscar entrosamento. Não é algo novo, muito pelo contrário. E acho que ele tem razão nisso, são também dois jogos complicados, o primeiro por causa do gramado, o segundo jogo difícil, o Floresta tem um time muito competitivo desde o ano passado com o Leston. Um time chato de se enfrentar, que se defende bem – avalia o comentarista.
Claudinei Oliveira, técnico do Santa Cruz, durante Santa Cruz x Itabaiana.
Marlon Costa/AGIF
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Embora ainda seja uma amostragem curta, também já é possível notar qualidades e defeitos deste Santa Cruz de Claudinei.
O treinador estreou diante do Sousa, na Copa do Brasil, no jogou que marcou a eliminação coral. Após mais de um mês sem jogar e com várias contratações, porém, o Santa iniciou a Série C. E com muitas caras novas.
– É evidente que o Santa tem muita coisa para corrigir. Teve momentos ruins no jogo, alguns defeitos defensivos, uma recomposição ainda problemática. Ainda falta encontrar soluções ofensivas também em vários momentos. Teve predomínio da posse de bola no segundo tempo, mas na maior parte do tempo não sabia bem o que fazer com ela. Mas já é muito nítido também que o time é bem mais organizado, bem mais competitivo, que o time já tem um rumo muito melhor comparado com o que a gente viu durante o estadual – explica Cabral Neto.
William Alves, zagueiro do Santa Cruz, contra o Floresta
Lenilson Santos / Floresta
Por isso, diante de um calendário curto, com apenas um jogo por semana, repetir as escalações e, sobretudo, o modelo de jogo, buscando fazer necessárias correções, pode trazer frutos importantes para o Santa Cruz.
A resposta de resultados, somando quatro pontos de seis possíveis, também traz respaldo para o caminho escolhido por Claudinei.
– E quanto mais ele conseguir colocar essa mesma escalação em campo, mais curto será o período de adaptação do time e as ideias dele. Com o tempo é provável que um ou outro jogador consiga sair do banco, se destacar, brigar pela posição. Mas acho que nesse momento esse encaixe de time tem fundamento. As ideias que o Claudinei traz para o Santa estão se encaixando com essa escalação que ele vem trabalhando. E acho que isso pode ser um atalho para o Santa encontrar um melhor jeito de jogar e ter esse entendimento de Claudinei sendo executado em campo – explica Cabral.
O Santa Cruz volta a campo no próximo sábado, diante do Confiança, novamente fora de casa, às 16h, pela terceira rodada da Série C.
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