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Análise: Sport desperdiça tempo com injustificável demora para contratar técnico

Análise: Sport desperdiça tempo com injustificável demora para contratar técnico

Sport 1 x 1 Vila Nova | Melhores momentos | 2ª rodada | Série B
O empate do Sport por 1 a 1 diante do Vila Nova, na Ilha do Retiro, serviu para evidenciar, mais uma vez, como é urgente a contratação de um treinador no Leão. São 11 dias desde a demissão do técnico Roger Silva e uma injustificável demora na escolha do substituto.
A sensação de tempo desperdiçado fica latente a cada atuação do time. Até porque parte do período poderia ter sido para o novo treinador chegar e aplicar conceitos, mas passou longe disso acontecer.
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A atuação contra o Vila Nova, em que pese a expulsão do atacante Iury Castilho, veio para reforçar o que os jogos diante de Jacuipense e ABC, embora ambos terminando com vitórias, já tinham mostrado: o Sport precisa de um norte para o futuro da temporada.
Elenco do Sport em ação contra o Vila Nova na Série B.
Marlon Costa/AGIF
Não se pode normalizar um clube que, em tese, é postulante ao acesso à Série A ficar pelo menos 11 dias – ou mais – sem treinador, passando a sensação de que está tudo bem.
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O Sport não está mais na segunda semana de janeiro, mas sim em abril. A tranquilidade para escolher um treinador não pode ser confundida com passividade.
A gestão do presidente Matheus Souto Maior sabe que tempo é ouro. E não se pode desperdiçar com falta de senso de urgência.
Matheus Souto Maior, presidente do Sport
Marlon Costa/AGIF
Os argumentos de dificuldade financeira e de achar o nome ideal são justos, mas não podem validar tanto tempo sem um treinador.
Afinal, a estratégia do Sport de observar o tabuleiro dos treinadores empregados à espera de uma possível demissão de algum nome pode não se concretizar.
E aí o clube pode perder ainda mais tempo para tomar uma óbvia decisão que é contratar um técnico.
As recusas de Eduardo Baptista, técnico do Criciúma, e Cláudio Tencati, do Botafogo-SP, também jogam luz para um questionamento sobre a capacidade do Sport tirar algum treinador empregado, mesmo pagando multa.
Executivo Ítalo Rodrigues (D) durante treino do Sport no CT
Paulo Paiva/Sport
As vitórias diante de Jacuipense e ABC, mesmo sem jogar bem, atenuaram as críticas e deram uma sobrevida para a direção buscar um treinador. Mas até agora não houve resposta da direção.
O tempo está passando e a urgência por um novo técnico só aumenta, assim como a pressão da torcida na direção.
Mercado escasso, questão financeira, indisponibilidade de nomes… São justificativas que a torcida já está cansada de saber, mas o momento pede soluções.
Chrystian Barletta jogador do Sport disputa lance com jogador do Vila Nova-GO durante partida no estádio Ilha do Retiro pelo campeonato Brasileiro B 2026
Rafael Vieira/AGIF
O Sport não está em posição de apresentar problemas já conhecidos, mas de mostrar soluções. Afinal, quem ocupa a direção do clube é quem precisa tomar decisões – e arcar com as consequências.
Ainda é apenas início de Série B, mas os indícios são de um Sport “blasé”, sem o senso de urgência que a Série B pede. E já passou da hora de virar a chave e entender que toda partida é decisiva na competição.
Enquanto isso, o interino Márcio Goiano, que naturalmente não é culpado deste cenário, segue no comando do clube.
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