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Análise: três pontos do Grêmio que não funcionaram na derrota para o Palmeiras

Análise: três pontos do Grêmio que não funcionaram na derrota para o Palmeiras

Palmeiras 2 x 1 Grêmio | Melhores momentos | 9ª rodada | Brasileirão 2026
E não foi desta vez que o Grêmio conseguiu se encontrar como equipe fora de casa. Ao menos, não em toda a partida. Erros cometidos no primeiro tempo foram reduzidos no etapa final, mas se repetiram e levaram à derrota por 2 a 1 para o Palmeiras na Arena Barueri — o quarto revés longe da Arena neste Brasileirão. O time tricolor ainda não venceu como visitante.
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As dificuldades do Grêmio podem ser divididas em três pontos coletivos que não funcionaram. Um deles foi a falta de capacidade de jogar com a bola no chão.
Diante de um Palmeiras superior tecnicamente, os comandados de Luís Castro exageraram nas bolas longas. A estratégia funcionou apenas uma vez, na hora do gol de Carlos Vinicius, que contou com a generosa colaboração dos zagueiros Bruno Fuchs e Murilo.
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Ao ver que o rival não conseguia manter a bola, o Palmeiras assanhou-se e avançou para o campo do Grêmio, que ficou encurralado. Para se ter ideia da diferença do futebol apresentado, quem mais deu passes certos no Tricolor foi o zagueiro Gustavo Martins, com 37. Já no Verdão, o carimbador de bolas foi um volante construtor, Andreas Pereira, com 71 passes corretos.
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Nas pontas, o segundo mecanismo que não funcionou. Os escapes azuis na Arena Barueri foram — ou eram para ser — os corredores laterais, com Tetê e Enamorado. O primeiro teve pouca participação e, quando o fez, não conseguiu ser efetivo — o técnico revelou que ele passa por um problema particular.
Já o colombiano posicionou-se bem na maior parte das vezes, mas cedeu ao seu maior pecado: o acabamento das jogadas. O dia no qual aprimorar os dribles e cruzamentos dará bons frutos ao Grêmio. Amuzu, que entrou no intervalo, conseguiu preocupar mais Giay pela ponta-esquerda. Enamorado, do lado inverso, acabou apagado.
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E o terceiro ponto a ser ressaltado é que o meio-campo do Grêmio não funcionou, nem para atacar, nem para defender. No segundo tempo, é verdade, os espaços à frente da área foram reduzidos, com a marcação ajustada à intensa movimentação dos meias palmeirenses.
Mesmo assim, Marlon Freitas marcou livre o seu segundo gol. Faltou aos marcadores gremistas, de forma geral, atacar mais quem estava com a bola. Problema, aliás, que não é de hoje.
Luís Castrou mostrou mais uma vez que não está alheio às necessidades do time. Mexeu certo, mas o efeito não se mostrou forte o bastante.
Tetê foi substituído no intervalado de Grêmio x Palmeiras, assim como ocorreu na partida do Tricolor contra o Vasco
Marcello Zambrana/AGIF
No intervalo, o português fez três mudanças: tirou Tetê e Monsalve, que não estavam no ritmo da partida, e Noriega, por questões físicas já que o peruano atuou na Data Fifa.
As entradas de Amuzu (que Luís Castro disse ter sido preservado fisicamente) e Gabriel Mec nas vagas dos dois primeiros deram novos ares ao setor e colocaram os dois como merecedores de estarem entre os titulares do próximo domingo, diante do Remo.
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