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Atletas de elite intensificam preparação para o I Kombat em Porto Velho

Atletas de elite intensificam preparação para o I Kombat em Porto Velho

Antes de subir no ringue, tem uma rotina que pouca gente vê. Treino intenso, disciplina diária e uma série de escolhas que fazem parte da vida de quem decidiu levar a luta a sério. Na Academia Athenas, em Porto Velho, os atletas vivem esse processo de perto na preparação para o I Kombat.
Entre eles está Khalyl Lacerda, da categoria até 75 kg, que encara uma rotina puxada para chegar pronto para o combate. “Eu treino todos os dia, de segunda a sábado, em média de quatro horas por dia. Faço preparação física, musculação e a parte específica do boxe. Tô bem preparado. O mais difícil foi a perda de peso. Baixei 10 quilos”, contou em entrevista à nossa equipe.
Com o tempo, o treino deixa de ser apenas obrigação e passa a fazer parte da identidade dos atletas. É nesse processo que o corpo responde e a mente entra no jogo, como explica Wesley Saytama, outro nome da categoria elite.
“Eu gosto de sentir o ambiente, de sentir a luta. Quando eu vou lutar, entro num flow e deixo acontecer. Tenho uma rotina de seis a oito horas de treino por dia e abro mão de estar com a família, de festas, pra focar 100% na luta”, afirmou.
E no meio do card, há confrontos que já chegam com cara de decisão. Wesley foi desafiado ainda em 2025 e desde então intensificou a preparação. “Me preparei bastante porque o desafiante é um cara bem duro, que é o Bryan The Lion. Ele é muito forte e experiente. Estou pronto pra enfrentar ele”, disse.
Mas nem só de rivalidade vive o ambiente da academia. Ali, o treino também carrega histórias de família. Khalyl é filho do treinador Paulo Lacerda, nome tradicional das artes marciais em Rondônia, e vê na relação um diferencial. “Ter meu pai como meu treinador ajuda, porque a gente tem intimidade. Ele pode puxar mais a minha orelha… e puxa mesmo”, disse.
Para Paulo, conciliar o papel de pai e treinador exige equilíbrio. “Trabalham-se os dois, emoção e razão. Quando vê um filho no ringue, o coração aperta, mas a gente confia na preparação e na trajetória deles”, explicou.
E o foco não aparece só na elite. Na base, atletas mais novos também já mostram maturidade e disciplina. É o caso de Nicolas Sanches, de apenas 10 anos, que já acumula experiência no boxe. “Eu faço porque é legal e porque quero me defender. Acho que vai ser uma boa luta. Tô pronto!”, contou.
Para Paulo Lacerda, o local traz ainda mais significado ao evento. “É um ponto que traduz a nossa história. Trazer o público para esse espaço, unindo cultura e esporte, é muito especial”, destacou.
No ringue, cada atleta carrega uma trajetória diferente. Mas todos entram com o mesmo objetivo. Como resume Khalyl: “Vou fazer o que tem que ser feito, ganhar a luta”. geRead More