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Avaí: hoje sim, hoje não! Figueirense: hoje não, hoje sim!

Avaí: hoje sim, hoje não! Figueirense: hoje não, hoje sim!

O futebol escreve algumas histórias improváveis, e o final de semana de Avaí e Figueirense mostra que que favoritismo ou boa fase dura até o começo dos jogos. As boas atuações do time de Cauan de Almeida nos primeiros jogos da Série C colocavam o Avaí como favorito contra a Ponte Preta, e o péssimo momento do Figueirense, que iria enfrentar o líder da Série C, nos fazia projetar o pior. Pois nada disso aconteceu.
Baldini – Avaí x Ponte Preta – Série B
Fabiano Rateke/AFC
O Avaí sentiu muito a falta de seus três melhores jogadores no ano. Zé Ricardo, Daniel Penha e Douglas Teixeira. E talvez essa seja a principal leitura do jogo contra a Ponte Preta. O time não tem peças de reposição à altura dos titulares. Já na Copa Sul-Sudeste isso tinha ficado bastante claro.
Além das ausências, Cauan de Almeida, que faz um bom trabalho, não teve uma noite inspirada. O primeiro tempo foi de domínio avaiano, mas com poucas chances de gol. O jogo pedia a entrada de Sorriso, mas o jovem atacante só foi entrar mais tarde, depois de Cristiano e Avenatti, que foram, mais uma vez, muito mal.
O segundo tempo foi pior do que o primeiro, e a Ponte Preta, que estava contente com o empate, começou a acreditar na vitória, e ela veio. Um pênalti tão claro como infantil, definiu o resultado e consumou a decepção. Os pontos perdidos em casa para a Ponte Preta são difíceis de recuperar, e deixam o aviso de que falta elenco para brigar mais forte pelo acesso.
Figueirense vence e convence na estreia de Raul Cabral
E no Scarpelli, quando muita gente já imaginava mais uma derrota do Figueirense, a troca de treinador trouxe uma atmosfera diferente, dentro de campo e também nas arquibancadas. Não, Raul Cabral não descobriu a pólvora e nem transformou o time alvinegro numa máquina, mas fez o básico, o velho e bem feijão com arroz, e foi o suficiente para vencer, merecidamente, o líder.
Figueirense x Botafogo-PB, Série C 2026
Leo Piva / Botafogo-PB
O primeiro tempo foi de maior domínio do Botafogo, mas já dava para ver um Figueirense mais compacto e organizado. Erros individuais, de Jean Mangabeira, Léo Maia e Lucas Dias, trouxeram insegurança ao setor defensivo alvinegro. Mas ficou claro que o time estava muito mais competitivo do que sob o comando de Zanardi.
O segundo tempo foi bem diferente. Posso até pecar pelo exagero, mas foi a melhor atuação de um time do Figueirense nos últimos anos. Raul Cabral ajustou a marcação, Arthur Henrique, Raynan e Jean Gabriel entraram mais em jogo e o Botafogo ficou pressionado no seu campo. A parte física foi determinante para o volume de jogo alvinegro. Um time minimamente organizado corre certo e cansa menos.
O gol saiu numa falha de Max, mas o goleiro adversário já tinha feito alguns milagres antes. Nem mesmo o empate do Botafogo diminuiu o ritmo intenso do time do Figueirense, que era muito superior com 11 contra 11 e ficou ainda mais com a expulsão de Bull. O gol da vitória saiu de um herói improvável, Breno, que estava treinando em separado, e que foi chamado de volta por Raul Cabral.
Fazia tempo que o torcedor alvinegro não saía tão feliz do Scarpelli. O clima de revolta e confusão, pelo menos por um dia, não apareceu no final de um jogo do Figueirense. Mérito de Raul Cabral, um profissional formado na casa, que conhece muito bem o clube e que sabe da responsabilidade que tem nas suas mãos. Tem muita coisa para melhorar, mas o jogo contra o Botafogo devolveu, pelo menos um pouco, a esperança perdida pelo torcedor alvinegro. geRead More