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Bastidores: jogadores do Flamengo usaram oxigênio no vestiário, mas estratégia para altitude funcionou

Bastidores: jogadores do Flamengo usaram oxigênio no vestiário, mas estratégia para altitude funcionou

Cusco 0 x 2 Flamengo | Melhores momentos | Fase de grupos | Libertadores 2026
Dá para dizer que o Flamengo tirou de letra o desafio de encarar os 3.350m acima do nível do mar na estreia na Libertadores. Mais do que o placar de 2 a 0 contra o Cusco FC na noite de quarta-feira, a boa atuação no estádio Garcilaso de la Vega deu ao clube a certeza de que a estratégia para a temida altitude funcionou.
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Já há algum tempo é consenso na medicina esportiva que para jogar em altitudes extremas, para times que não estão acostumados, o melhor é chegar poucas horas antes da partida, de forma a minimizar os efeitos nos jogadores. Mas o Flamengo chegou a Cusco com 22 horas de antecedência, dormiu na cidade e apostou em um hotel com quartos “pressurizados” (com tubulações que aumentam a entrada de oxigênio, de modo a minimizar a sensação de altitude em cerca de 1.000 metros).
Léo Pereira e Evertton Araújo na chegada do Flamengo ao estádio
Gilvan de Souza / Flamengo
Quem dormiu nesses quartos e conversou com o ge disse não ter sentido diferença. Mas só o fato de ninguém ter passado mal antes ou durante a partida foi visto como um sucesso no Flamengo. A avaliação interna é de que os jogadores responderam muito bem à estratégia, que também contou com cilindros de oxigênio no vestiário do estádio. E alguns atletas usaram no intervalo por precaução.
— A gente usou oxigênio, eu também usei. Tentamos as manobras que temos para ajudar. Toda ajuda é bem-vinda, eles (médicos) estudam e sabem melhor do que nós, a gente só obedece e tenta fazer o nosso melhor. Acho que conseguimos nos comportar bem diante de todas as adversidade na altitude. Estávamos bem concentrados e entramos sabendo o que tinha que fazer: um jogo inteligente, porque a altitude pesa em determinados momentos do jogo, ainda mais se você ficar forçando muito a bola e querer imprimir velocidade. Tentamos controlar um pouco o jogo. O saldo é positivo — disse Léo Pereira.
Aos 34 do 2º tempo, após arrancada e chute com desvio, Bruno Henrique fica sem ar
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Fisicamente o time suportou bem os 101 minutos de jogo (incluindo os acréscimos de cada tempo). Mas alguns jogadores ficaram visivelmente mais cansados durante a partida. Casos, por exemplo, de Bruno Henrique e Ayrton Lucas. O atacante foi substituído por Pedro só aos 39 da etapa final, e o lateral ficou em campo até o fim (Leonardo Jardim chegou a chamar Varela para entrar nos minutos finais, muito provavelmente improvisado na esquerda, mas desistiu da ideia).
— Quem começou o jogo sentiu um pouquinho mais, mas o time entrou muito sólido, controlando muito bem as ações. Algumas bolas escaparam pela velocidade, mas fizemos uma grande partida e estamos felizes — comentou Arrascaeta, que entrou no fim, fez o segundo gol e não precisou do oxigênio extra.
Água fria “pior que altitude”
Especificamente no pós-jogo da última quarta-feira, a água gelada foi pior do que a altitude para o Flamengo. Com um frio de aproximadamente 8ºC graus em Cusco no horário da partida, os jogadores se revoltaram com a falta de água quente nas duchas do vestiário. Como a delegação iria dormir mais uma noite na cidade, a maioria preferiu deixar para tomar banho no hotel.
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— Ninguém pode se gripar agora, tem muito jogo — brincou Arrascaeta.
O ge apurou que havia, sim, água quente no vestiário, o problema é que o sistema do aquecedor demorava muito para esquentar. A primeira leva de jogadores que tomou banho no estádio fechou o registro quando acabou, por isso os demais quando foram para as duchas a água estava fria novamente. A solução foi correr para o hotel, que fica a menos de 10 minutos do Garcilaso de la Vega.
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