Chapecoense x Vitória: dicas, palpites e chances no Brasileirão
Chapecoense demite Gilmar Dal Pozzo depois de goleada
Goleada em casa na rodada passada pelo Atlético-MG (4 a 0), a Chapecoense demitiu o técnico Gilmar Dal Pozzo. Curiosamente, foi a primeira derrota em cada da equipe no ano (6 V, 5 E, 1 D, 64% de aproveitamento).
A saída do treinador deve ter o objetivo de colocar o elenco em estado de atenção porque a Chapecoense costuma ter muitas dificuldades quando recebe o Vitória pela Série A. Desde 2006, se enfrentaram quatro vezes com este mando, e o Vitória venceu três como visitante, com uma vitória da Chape.
A partida desta rodada tem forte potencial para gol a partir de jogada aérea porque a Chapecoense marcou assim sete dos últimos dez gols, sem contar dois gols de pênaltis e um de falta direta, e o Vitória sofreu assim seis dos últimos dez gols (três dos últimos quatro).
Também não será surpresa se o Vitória marcar usando bola alta porque foi assim que fez quatro dos últimos seis gols (quatro dos últimos dez, sem contar um gol de falta). A Chapecoense sofreu a partir de jogadas aéreas sete dos últimos dez gols.
Gato Mestre
Com a primeira derrota em casa, a Chapecoense caiu para o quarto pior desempenho caseiro no Brasileirão (1 V, 3 E, 1 D, 40%), agora com a pior defesa caseira (dez gols sofridos, média 2,00) e o décimo ataque (oito gols feitos, 1,60). A Chape só não levou gol em um dos cinco jogos em casa no Brasileirão.
O Vitória é o terceiro pior visitante (0 V, 1 E, 3 D, 8%), com o segundo pior ataque forasteiro (dois gols em quatro jogos, 0,50) e a pior defesa (11 gols sofridos, 2,75). Sofreu gol em todos os jogos fora de casa.
Nos jogos em casa, a defesa da Chapecoense sofre duplamente: é a segunda mandante que permite finalizações de visitantes (16,2 por jogo), com a sexta menor resistência, um gol sofrido a cada 8,1 conclusões contrárias.
Apesar dessas dificuldades, terá pela frente o ataque visitante que menos finalizou (média 6,8 por jogo), com a sexta menor eficiência forasteira, um gol a cada 13,5 tentativas.
No ataque, a Chape está com a sétima produtividade ofensiva (14,2), com a 14ª eficiência caseira, um gol a cada 8,9 tentativas.
O Vitória está com a segunda menor resistência defensiva, um gol sofrido a cada 5,2 conclusões contrárias, com a décima média de finalizações sofridas (13,0), suficiente para sofrer dois gols por jogo.
Será interessante acompanhar as dinâmicas da partida porque estarão em campo as duas equipes de menor posse de bola do Brasileirão. O Vitória tem a menor (42,8%), e a Chapecoense, a segunda menor (43,1%).
Com posses de bola próximas, chama atenção como a Chapecoense é pouco combativa na soma de desarmes e faltas cometidas: está com a quinta menor média, 25,0 por partida, enquanto o Vitória tem a sétima, com 29,4 ações de combate por partida. Na média pode parecer pouco, mas as duas equipes disputaram oito partidas, o Vitória fez 235 ações de combate (110 desarmes e 125 faltas), e a Chapecoense fez 200 (102 desarmes e 98 faltas).
Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


