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Comissão do Senado dos EUA aprova indicação de Trump para o Fed

Comissão do Senado dos EUA aprova indicação de Trump para o Fed

 Kevin Warsh, indicado por Trump para a presidência do Federal Reserve, o Fed
Kevork Djansezian/AFP
Kevin Warsh, escolhido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para liderar o Federal Reserve, abriu caminho nesta quarta-feira (29) para suceder Jerome Powell, em meio aos esforços da Casa Branca para exercer controle sobre o banco central mais poderoso do mundo.
A Comissão Bancária do Senado aprovou o encaminhamento da indicação de Warsh ao plenário da Casa, que é controlado pelos republicanos.
Todos os 13 republicanos do comitê apoiaram Warsh. O senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, retirou sua oposição após o Departamento de Justiça encerrar, na sexta-feira (24), uma investigação criminal contra Powell, que Tillis considerava uma ameaça à independência política do Fed.
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Os 11 democratas do comitê, que dizem duvidar da promessa de Warsh de definir políticas sem levar em conta os desejos do presidente, votaram contra ele.
A votação ocorreu no momento em que Powell lidera o que provavelmente será sua última reunião de definição de política monetária como chefe do Fed.
Espera-se que o Comitê Federal de Mercado Aberto deixe sua taxa básica de juros inalterada, na faixa atual de 3,50% a 3,75%, dada a inflação ainda elevada e a pressão de alta sobre os preços decorrente da interrupção do fornecimento global de petróleo devido à guerra do Irã.
Há poucas dúvidas de que o Senado confirmará a indicação de Warsh, um advogado de 56 anos. Financista e ex-diretor do Fed, ele prometeu uma “mudança de regime” para o banco central. Segundo Trump, ele executará fará os cortes de juros que o presidente americano deseja.
Incerteza sobre Powell
O mais cedo que o Senado poderá votar a indicação de Warsh será na semana de 11 de maio. Se a votação for realizada nessa data, Warsh poderá tomar posse em 15 de maio, quando termina o mandato de liderança de Powell.
O que não está claro é se a ascensão de Warsh significaria a saída de Powell do Fed, ou se o atual chefe do banco central permanecerá como membro da sua diretoria — e, se o fizer, se Trump levará adiante sua ameaça de tentar demiti-lo.
Uma medida desse tipo certamente atrairia uma contestação legal, assim como a tentativa do presidente, no verão passado, de demitir a diretora do Fed Lisa Cook. O mandato de Powell na diretoria vai até janeiro de 2028.
Os chefes do Fed quase sempre deixam o cargo para dar lugar a seus sucessores, e Powell é um advogado cuja adesão à regularidade é profunda.
Mas ele considerou que a investigação criminal do governo era uma intimidação política e parte dos esforços do governo Trump para influenciar a forma como o Fed define as taxas de juros.
Powell disse no mês passado que não deixará o Fed até que a investigação criminal seja concluída com “finalidade”, e que ele ainda pode permanecer no cargo se achar que isso é melhor para o banco central e para o país.
A Procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, disse na sexta-feira que não hesitará em retomar sua investigação “caso os fatos o justifiquem”.
Os democratas do Senado Elizabeth Warren e Dick Durbin classificaram essa declaração na sexta-feira como uma ameaça de “futuras investigações infundadas” sobre Powell ou qualquer outro diretor do Fed.g1 > Mundo Read More