Cria do Grêmio, Tinga volta a Porto Alegre pelo Coritiba e relata origem do apelido dado na base: “Orgulho”
Coritiba empata com o Santos pela Copa do Brasil
O Coritiba tem um desafio importante neste domingo, quando enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre, pela sequência da temporada. A partida ganha um significado especial para um dos titulares do técnico Fernando Seabra: o lateral-direito Guilherme de Jesus da Silva, mais conhecido como Tinga.
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Natural da capital gaúcha, o jogador de 32 anos foi formado nas categorias de base justamente do adversário do Coxa. Foi ainda nesse período que surgiu o apelido que o acompanha até hoje. Segundo o próprio atleta, a origem está ligada à popularidade de Paulo César Tinga, ex-volante com passagens marcantes pelo futebol brasileiro.
— Comecei minha base no Grêmio, e aí vem o nome, o apelido. Muito por conta do Tinga que jogou no Cruzeiro e no Internacional. Todo mundo falava muito bem dele — contou.
Tinga lateral Grêmio bolhas Gauchão
Paula Menezes/GloboEsporte.com
Apesar da associação positiva, o lateral revelou que, no início, não gostava de ser chamado assim e tentou resistir ao apelido, sem sucesso.
— Todo mundo falava ‘Tinguinha, Tinguinha’, e eu dizia: ‘não quero’. Mas quando a gente não quer, aí que pega. Acabou ficando — relembrou, em tom descontraído.
Com o passar dos anos, o que antes era incômodo se transformou em identidade. Hoje, Tinga assume o nome com orgulho e até o utiliza como fonte de inspiração dentro de campo.
— Hoje eu levo com orgulho. É um cara que sempre foi exemplo, e eu tento me inspirar nele — completou.
O ex-volante ganhou o apelido por ter sido criado em Restinga, em Porto Alegre. Também iniciou nas categorias de base do Grêmio, mas conquistou duas Libertadores da América pelo Inter, em 2006 e 2010. Pelo Tricolor, ele ganhou duas Copas do Brasil, em 1997 e 2001.
Quando atuava pelo Fortaleza, Tinga encontrou o xará ex-Internacional e o presenteou com uma camisa
Arquivo Pessoal
Mesmo formado no Grêmio, o lateral teve poucas oportunidades como profissional pelo clube gaúcho, somando apenas sete partidas entre 2013 e 2014. A carreira, no entanto, ganhou sequência em outros clubes, como Boa Esporte, Bahia, Juventude e Fortaleza, até chegar ao Coritiba.
No Coxa, Tinga tem se consolidado como peça importante. Em 2026, soma 14 jogos, sendo 13 como titular, e participou de uma campanha consistente do time enquanto esteve em campo, com apenas três derrotas. No empate com o Santos, pela Copa do Brasil, foi um dos destaques.
Tinga, lateral do Coritiba, em lance contra o Santos
JP Pacheco/Coritiba
Diante do Grêmio, em um cenário que mistura passado e presente, o lateral destaca a importância do confronto e trata a partida como decisiva na caminhada do Coritiba.
— O jogo contra o Grêmio não volta, são três pontos. Na Copa do Brasil tem o jogo de volta, dá para pensar nisso. No Grêmio, se errar, não tem a volta. Temos que focar, concentrar e saber que o jogo contra o Grêmio é uma decisão para nós. Estamos fazendo isso, jogo a jogo, para conseguir o melhor resultado e continuar na parte de cima da tabela — afirmou.
O Coritiba entra em campo no domingo focado em manter a consistência defensiva que o faz ser um dos melhores visitantes da Série A. O Coxa não perde há cinco jogos e tem 19 pontos. A partida contra o Grêmio será às 16h (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela 13ª rodada. O ge acompanha em Tempo Real.
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