Dólar abre de olho nas negociações no Oriente Médio e na agenda econômica
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (16) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ Nos Estados Unidos, a tensão com o Irã voltou a aumentar. Na quarta-feira (15), Donald Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares ao Oriente Médio, informou o “Washington Post”. A medida é vista como uma forma de pressionar Teerã antes de uma possível nova rodada de negociações com a Casa Branca.
▶️ Ao mesmo tempo, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Washington se prepara para aplicar sanções adicionais contra países ou empresas que fazem negócios com o Irã. A medida pode atingir, por exemplo, compradores chineses de petróleo e tem como objetivo aumentar a pressão econômica sobre o país.
▶️ Em meio a esse cenário, os preços do petróleo subiam nesta quinta-feira. Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), o Brent — referência internacional — avançava 1,4%, para US$ 96,27 por barril. Já o petróleo americano (WTI) registrava alta de 1,2%, a US$ 92,41.
▶️ Na agenda econômica, o destaque no Brasil é a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que funciona como uma espécie de “prévia do PIB”. A expectativa é de crescimento de 0,47% em fevereiro.
▶️ No exterior, os EUA divulgam os pedidos semanais de auxílio-desemprego, com previsão de estabilidade em relação à semana anterior. Mais tarde, saem os dados de produção industrial de março, com estimativa de avanço de 0,1%.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,39%;
Acumulado do mês: -3,61%;
Acumulado do ano: -9,05%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,21%;
Acumulado do mês: +5,48%;
Acumulado do ano: +22,72%.
Guerra no Oriente Médio
Os desdobramentos mais recentes da guerra entre Irã e Estados Unidos mostram um cenário de tensão ainda elevada, mas com sinais mistos entre confronto e tentativa de negociação.
Um dos episódios mais simbólicos ocorreu no Estreito de Ormuz, onde um petroleiro iraniano, listado em sanções dos EUA, conseguiu atravessar a região e chegar às águas iranianas sem interferência, mesmo com o bloqueio naval imposto por Washington.
Segundo a agência iraniana Fars, o navio — com capacidade para transportar até 2 milhões de barris de petróleo — manteve seu sistema de rastreamento ligado durante todo o trajeto.
Ao mesmo tempo, o discurso político iraniano tenta sinalizar abertura ao diálogo. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país não busca guerra, mas sim negociações, e declarou que qualquer tentativa de imposição ou rendição por parte dos EUA está “condenada ao fracasso”.
A fala ocorre em meio à expectativa de uma possível retomada das conversas de paz, que podem ser mediadas pelo Paquistão ainda nesta semana.
Apesar disso, o avanço diplomático segue incerto:
O governo iraniano afirma que ainda não há data definida para uma nova rodada de negociações e que não houve acordo sobre temas centrais, como a liberação de ativos congelados do país.
Do lado americano, autoridades indicam que também não houve compromisso formal para estender o cessar-fogo, embora as conversas continuem em andamento.
A chegada de uma delegação do Paquistão ao Irã, prevista para esta quarta-feira, pode representar mais um passo nas negociações indiretas entre Teerã e Washington.
A expectativa é que o grupo leve novas mensagens dos EUA, em uma tentativa de manter o diálogo aberto mesmo diante de um cenário ainda marcado por incertezas e episódios de tensão no campo militar e econômico.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única nesta quarta-feira. O S&P 500 subiu 0,80%, aos 7.022,81 pontos, e o Nasdaq avançou 1,60%, aos 24.016,02. O Dow Jones, por sua vez, fechou em queda de 0,15%, aos 48.463,72 pontos.
As bolsas da Ásia tiveram um dia mais calmo, com investidores divididos entre sinais positivos e negativos no possível acordo de paz na guerra entre EUA e Irã
Por outro lado, dados fracos das exportações da China seguraram o entusiasmo.
No fechamento, os principais índices variaram pouco: em Xangai, a bolsa ficou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, enquanto o CSI300 caiu 0,34%.
Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,29%. Já em outros mercados da região, o tom foi mais positivo, como em Tóquio, onde o Nikkei avançou 0,44%, e em Seul, com alta de 2,07%.
O clima mais otimista veio após a recuperação de Wall Street, o que também ajudou a manter o preço do petróleo abaixo de US$ 100 por barril. Ainda assim, a desaceleração das exportações chinesas segue como um ponto de atenção para os investidores.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reutersg1 > EconomiaRead More


