Duelo com Alex, Guardiola e nascimento do Polvo: ex-Inter e City, Fernando escolhe momentos especiais
Fernando relembra momentos marcantes na carreira e explica a origem do apelido “polvo”
No último dia 10, Fernando anunciou aposentadoria aos 38 anos. Em 20 temporadas como profissional, encerrou a carreira com 21 títulos conquistados. Defendeu seis times, quatro deles da Europa. Revelado no Vila Nova, atuou em gigantes como Porto, Manchester City e Inter e fez história no Sevilla. Um percurso reservado a poucos jogadores.
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Ganhou o apelido de Polvo por estar em todos os espaços do campo. As taças, companheiros e treinadores com quem trabalhou orgulham o agora ex-volante. Mas será que faltou algo?
O ge pediu a Fernando para escolher momentos marcantes.
Apelido
“O apelido me definiu muito bem. Quem colocou ‘Polvo’ gostava do meu futebol. Parecia que eu estava em todo lugar. Eu fazia muitas coberturas, era rápido, dinâmico e estudava muito o adversário. Gostava de ver vídeos, me antecipava e estava sempre bem-posicionado” .
Jogo mais marcante
“Foi o jogo que me deu o apelido de Polvo, contra o Manchester United, pela Champions League. Na Liga Portuguesa eu já fazia bons jogos, mas a Champions te deixa muito mais visível. Roubei muitas bolas, estava em todos os lugares, e no dia seguinte isso virou manchete nos jornais”.
Fernando faz reflexão sobre o que faltou na sua trajetória como atleta
Momento especial
“O que mais me marcou foi chegar a Portugal e ganhar meu primeiro título. Depois, disputar a Liga dos Campeões. Quando você está no Brasil, vê isso só no videogame. No meu primeiro jogo de Champions enfrentei meu ídolo, Alex Cabeção (no Fenerbahçe). Ali caiu a ficha de que eu tinha alcançado o mais alto nível. Saí de Alto Paraíso, fiz teste no Vila Nova e com 20 anos estava na Champions League” .
Fernando iniciou a passagem pela Europa no Porto
Reprodução/TV Anhanguera
Principal parceiro
“Tive cara com que me identifiquei. No Porto, com o Lucho González e o João Moutinho. No City, com o Fernandinho. Tínhamos uma sintonia de estar onde o outro não estava. No Sevilla, uma maravilhosa com o Banega e o Rakitic. Foi sensacional. No Inter, me conectei muito bem com o Alan Patrick. Foi top demais. Cada time você cria com algum jogador” .
Fernando se despede do Sevilla e recebe homenagem antes de jogo com Athletic Bilbao
Divulgação/Sevilla
Melhor treinador
“O Guardiola está muito acima. É extremamente detalhista. Cobra coisas pequenas que parecem não fazer diferença, mas fazem. Ele dizia que jogadores da Premier League já sabem jogar, mas queria mostrar como passar a bola, em qual perna, como o companheiro deveria receber e o que fazer em seguida. Tudo em frações de segundo” .
Fernando defendeu o Manchester City
Reuters
O que faltou?
“Se me perguntasse há 20 anos sobre a carreira que eu tive, pareceria mentira. Não vou conseguir, entendeu? Mas quando percebi o potencial e capacidade de fazer mais, acho que talvez uma (convocação à) Seleção. Talvez ganhar um título maior, a Champions League. Disputei 12, mas não ganhei. (Fica) Uma frustração por isso, mas foi uma carreira sensacional” .
Fernando com a taça do Gauchão pelo Inter
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Copa do Mundo
“Talvez a Copa não, mas vestir a camisa da Seleção. Acho que tinha potencial para isso. A Copa já é um nível bem elevado e teria de fazer muito mais para chegar. Tive a oportunidade de ir para a seleção portuguesa, mas já tinha atuado pelo Brasil no sub-20.” geRead More


