Emirados Árabes têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo; veja MAPA
Navios e embarcações no Estreito de Ormuz em 22 de abril de 2026
Reuters
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) a saída da Opep e da Opep+, grupos que reúnem os principais países exportadores de petróleo. O país tem a 5ª maior reserva conhecida do produto no mundo.
Segundo boletim de 2025 da Opep, os Emirados têm uma reserva estimada em 113 bilhões de barris.
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A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris — o equivalente a 17% do volume conhecido. Em seguida, aparecem Arábia Saudita (267 bilhões), Irã (209 bilhões) e Iraque (145 bilhões).
O Brasil ocupa atualmente a 14ª posição no ranking, com cerca de 16 bilhões de barris. (veja mapa abaixo)
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🔎 O que são a Opep e a Opep+?
A Opep foi criada em 1960 para controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, reúne 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África.
Já a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a oferta de petróleo no mercado internacional.
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Emirados têm a 5ª maior reserva conhecida de petróleo no mundo
Decisão inesperada
O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e afirmou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região.
A inesperada saída de um membro da Opep desde 1967 ocorre em um período em que o conflito com o Irã provocou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.
A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que costuma manter uma imagem de união, apesar de divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.
Questionado sobre se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação.
“Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção”, disse o ministro de Energia.
Os países do Golfo que fazem parte da Opep já enfrentavam dificuldades para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.
Por esse local passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.
Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, devido à situação no estreito.
País é aliado dos EUA
A decisão foi tomada após os Emirados Árabes Unidos, importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticarem outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de ataques do Irã durante o conflito.
A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao elevar os preços do petróleo.
Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos preços do petróleo, afirmando que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira.
“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash.
“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.g1 > Mundo Read More


