Exagero? Injustiça? O que o São Paulo pensa sobre as vaias a Roger Machado mesmo em vitórias
Veja como foi a entrevista de Roger Machado, do São Paulo, após vitória sobre o Juventude
Quando o telão do Morumbis anunciou a escalação do São Paulo contra o Juventude e a foto de Roger Machado apareceu, o estádio todo vaiou. Aquele era apenas o prenúncio do que seria a noite do técnico, mesmo diante da vitória da equipe por 1 a 0 na estreia da Copa do Brasil.
As vaias, que incomodaram o clube internamente, foram novamente ouvidas quando Roger subiu as escadas do túnel rumo ao gramado e, depois, se fizeram novamente presentes quando o treinador deixou o campo.
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A cúpula são-paulina não entende a proporção que a questão tomou e o que levou a isso. O diagnóstico é que a saída de Crespo, da forma como se deu, com o time na disputa pela liderança do Brasileirão, irritou o torcedor.
Mas não era esperado que culminasse em tamanha rejeição, considerada desproporcional.
O próprio Roger Machado sabia que teria dificuldades em se estabelecer no comando do clube e ganhar a confiança do torcedor, mas não a esse ponto.
Roger Machado em São Paulo x Juventude
Marcos Ribolli
– O que eu daria como exemplo para minhas duas filhas se nesse momento de maior dificuldade, de pressão externa, que em alguns momentos me parece um pouco injusta, eu desistisse? Não vou desistir. Sigo trabalhando até quando o presidente e o Rui entenderem que é positivo.
– Claro que esse ambiente externo de pressão ao treinador acaba contaminando o jogo, faz com que os jogadores fiquem ansiosos. Não foi um, nem dois, três, quatro. Foram todos que vieram me dar um abraço e pedir que seguisse firme – contou o técnico.
Durante a partida, o técnico também ouviu gritos de “burro” quando substituiu Luciano por André Silva. Depois, ele explicaria que a mudança se deu por precaução e desgaste.
– Temos um planejamento e ele já vinha de sobrecarga na panturrilha e tomou uma pancada no jogo. Fazemos gestão. Elogiei ele durante a semana porque está cumprindo uma função diferente comigo e se desgasta mais durante o jogo. Foi também pensando que a bola estava passando na área e em colocar mais um finalizador como o André.
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Ao apito final, Roger foi xingado pelo torcedor “comum”. A organizada, que protestou contra Rui Costa no CT da Barra Funda diretamente ao presidente, focou apenas no diretor executivo e não ecoou os gritos. No entanto, também não gritaram o nome do novo comandante na escalação, dando lugar ao tradicional “olê, olê, olê, Telê, Telê”.
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