F1 retorna de pausa forçada com mudanças dentro e fora das pistas; veja
Por que a revolta dos pilotos obrigou a F1 a mudar as regras? Entenda o “superclipping”
Depois de um mês, a F1 enfim dará continuidade ao campeonato 2026 com o GP de Miami, válido como a quarta etapa desta temporada. A prova deste fim de semana sucede as “férias forçadas” pela decisão de não realizar os GPs do Bahrein e Arábia Saudita em abril, período em que muita coisa importante aconteceu. O ge recapitula, abaixo, o que muda para o restante do ano; confira!
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“Mundial de baterias”? Entenda críticas dos pilotos e mudanças nas regras da F1
Largada do GP do Japão de F1 2026
Clive Mason/Getty Images
Regras novas na recuperação de energia
Os pilotos cobraram, e a F1 atendeu aos pedidos promovendo uma série de ajustes no sistema de recuperação de energia dos novos carros. Neste ano, a parte elétrica das unidades de potência ganhou protagonismo – ao custo de uma necessidade ainda maior de usar técnicas de direção para recarregar as baterias.
Depois da batida de Oliver Bearman no GP do Japão, foi decidido pela redução da quantidade de energia recuperada nas classificações e o acréscimo na potência máxima durante o superclipping – para reduzir o tempo necessário de recarga.
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Outras medidas incluem: a imposição de um teto de 150 kW no botão de impulso extra, para evitar diferenças discrepantes de velocidade; a restrição no uso do MGU-K (que recupera energia dos freios) fora dos pontos de aceleração da pista e a adoção de um sistema que identifica carros com aceleração baixa em um grau anormal.
Esse sistema tajuda a evitar sustos na largada; se o veículo estiver com algum problema, o MGU-K funciona automaticamente para impulsionar o monoposto. Além disso, todo o sistema de recuperação de energia vai ser limitado em corridas com chuva.
Treino livre mais longo e sessões atrasadas em Miami
O longo período em que os pilotos passaram fora das pistas (com exceção de alguns, como Max Verstappen, que competiu em Nurburgring) e a introdução das novas regras levaram a F1 a estender o treino único do GP de Miami.
Circuito de Miami no GP de Miami da F1 em 2025
Hector Vivas/Getty Images
Com isso, a sessão prevista para 13h30 – no horário de Brasília – vai durar 1h30 ao invés dos 60 minutos de sempre, e a classificação sprint deve ser atrasada, passando de 17h30 para 18h.
Novo diretor na Audi
A equipe de Gabriel Bortoleto ganhou um novo chefe antes mesmo da pausa de abril, após a saída imediata de Jonathan Wheatley e a promoção de Mattia Binotto. Agora, o time reforçou sua gestão com a chegada de Allan McNish ao cargo de diretor de corridas.
O escocês, que é ex-piloto da F1, será responsável por todas as operações de pista: incluindo assuntos esportivos, gestão de pilotos e estratégias de corrida. Ele foi chefe da equipe na Fórmula E até a despedida do time na categoria, em 2021; agora, vai dividir a função de diretor de corridas com a gestão da Academia de Pilotos da Audi.
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Allan McNish no GP da Austrália da F1 em 2026
Gongora/NurPhoto via Getty Images
Mudanças internas na Red Bull
Engenheiro de Max Verstappen desde 2019, Gianpiero Lambiase surpreendeu ao anunciar que deixaria a Red Bull ao fim de 2027. Por enquanto, o inglês segue na equipe – antes de sua transferência para a McLaren em 2028.
Porém, a equipe já fez movimentações efetivas importantes para reforçar seu corpo técnico: a contratação do italiano Andrea Landi, que era diretor técnico adjunto na Racing Bulls, e a promoção de Bem Waterhouse, ex-chefe de engenharia e agora engenheiro chefe de performance e design. A direção técnica da hexacampeã mundial segue a cargo de Pierre Waché.
Max Verstappen e Giampiero Lambiase no GP do Japão da F1 em 2026
Mark Thompson/Getty Images
Truque de Mercedes e Red Bull descoberto em classificações
Segundo o site “The Race”, a FIA identificou que a Mercedes e a Red Bull estavam se beneficiando de uma tática para cortar a energia do MGU-K e manter a bateria no máximo, com um ganho de energia que vai de 50kW a 100kW.
Esse truque seria usado em classificações, já que os pilotos acabam sem poder usar o MGU-K nos 60 segundos seguintes – tempo crucial numa corrida. Com isso, a FIA barrou de vez a estratégia e só vai permitir a interrupção do MGU-K em casos de emergência. geRead More


