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Falta de evolução e criação pobre: os motivos da demissão de Dorival Júnior do Corinthians

Falta de evolução e criação pobre: os motivos da demissão de Dorival Júnior do Corinthians

Veja o pronunciamento de Marcelo Paz após a demissão de Dorival Júnior do Corinthians
“O trabalho bateu no teto”. Foi assim que o diretor de futebol Marcelo Paz justificou a demissão de Dorival Júnior do Corinthians, depois de uma derrota por 1 a 0 para o Internacional na Neo Química Arena.
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A demissão é reflexo de um começo de ano que não acompanhou a conquista da Supercopa do Brasil. O Corinthians jogou mal em março e abril e acumula nove jogos sem vencer no Brasileirão.
Para piorar, tem o pior ataque do torneio, mesmo com Memphis, Lingard, Yuri Alberto e Garro no elenco.
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Dorival Júnior em Corinthians x Inter
Marcello Zambrana/AGIF
Problemas na criação e time “estático” pesaram na decisão
O maior problema do Corinthians nos últimos dois meses foi simples de ver: o time parou de criar com qualidade. Com quase 55% de posse de bola e média de 7 finalizações por jogo no Brasileirão, o Corinthians tinha bola, mas não conseguia transformar isso em perigo real.
Parte disso tem explicação direta nas ausências. Garro, o meia que mais desequilibra no ataque, ficou fora da maioria dos jogos. Memphis se lesionou contra o Flamengo em março e ficou mais de 11 dias fora.
Sem eles, Dorival teve que improvisar e buscar um novo trio de ataque no esquema 4-3-1-2. Mas mesmo com Garro no time, a equipe teve pouca mobilidade. A imagem abaixo, da derrota para o Coritiba por 2 a 0, mostra: o time procura Garro, que tenta uma jogada rápida para Memphis e Gui Negão ao invés de trabalhar mais a bola para abrir espaços na defesa adversária.
Dorival manteve o losango de sucesso em 2025, mas o time pecou na criação das jogadas
Reprodução
Sem Carrillo como “motorzinho” pelo lado direito, Dorival improvisou. Mudou o esquema tático contra o Internacional para um 4-4-2 e viu a equipe ficar ainda mais estática, quase que “presa” em campo. A imagem abaixo é um exemplo: o Corinthians está organizado, tem a posse de bola. O Inter faz o que todo visitante faz: se defende.
Mas quantos jogadores do Corinthians se movimentam para receber a bola em boas condições de conduzir ou criar uma jogada de gol? Bidon está muito longe da jogada, e como virou costume, é Matheuzinho que ultrapassa e dá velocidade ao time.
Time muito travado contra o Internacional
Reprodução
Conquistas vieram com Corinthians propositivo, mas forte no contra-ataque
Em 63 jogos, Dorival conquistou dois títulos: Copa do Brasil e Supercopa. É justamente na forma como esses títulos foram conquistados que mora um dos motivos da queda de desempenho do Corinthians.
O grande acerto do treinador no ano passado foi ajustar o Timão em jogos mais decisivos para jogar com velocidade.
Você lembra como Yuri Alberto fez o primeiro gol contra o Vasco na Copa do Brasil? O segundo, todos lembram: bola roubada na defesa, drible lindo de Bidon e bola na área em poucos segundos. Os melhores momentos do Corinthians de Dorival foram com mobilidade e velocidade, aproveitando contra-ataques.
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A presença de Yuri Alberto e a mobilidade que Memphis dava naquele 4-3-1-2, com o “trio GYM”, fazia o Corinthians ter até menos posse de bola, mas atacar com mais qualidade, em jogadas de velocidade.
Com esse jeito de jogar já estudado pelos adversários, o Corinthians enfrentou defesas mais fechadas em 2026 e não teve espaço para acionar Yuri em velocidade. A criação precisou mudar, e faltaram ideias de como evoluir um time que não tem um elenco ruim, apesar dos problemas físicos que tiram titulares dos jogos.
Dorival sai honrado e ainda mais vencedor do Corinthians. A torcida deve a ele o agradecimento por um título tão importante como a Copa do Brasil. Mas, de fato, o time chegou ao limite e não conseguia mais evoluir. O tal do teto, agora, vai pesar ao novo treinador.
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